Este texto que eu estou escrevendo. Este mesmo que você está lendo. Texto sem rascunho nem conclusão possível. Onde eu só pretendo terminar o que eu escrevo para me livrar dessas coisas chatas. Este texto aqui é mesmo necessário? E estes outros em volta?
Eu só fiz esta pergunta porque eu cheguei a conclusão de que as pessoas tem medo de questões. É isso aí, minha gente. Vocês aceitam qualquer coisa e acham legal. O que são estas varetinhas presas aí no seu braço? Até que, pra fantoches, vocês são muito humanos.
Vocês tem medo de questionar. Aprenderam e ensinam seus filhos impondo verdades inquestionáveis. Só que nenhuma verdade é inquestionável. Nem esta. A amizade de vocês e o amor (?) de vocês são coisas impostas que vocês não duvidam. Já são velhos e só precisam de uma verdadezinha aí para se apoiarem e esconderem. Sabem por que vocês não questionam? Porque vocês têm medo da solidão.
Medo de não ter amigos, medo de não ser amada, medo de ser idiota, medo da loucura e medo de Deus. É impressionante. Naõ é traição duvidar de uma amizade. Não é adultério questionar o amor. Mas nós já estamos tão individualistas e preconceituosos que nem percebemos as burrices que aceitamos. Usamos clichês para nos esconder e magoamos os outros sem perceber. Por favor, eu não tenho tempo para ficar ouvindo estas frases feitas sobre amor e amizade. O ser humano tem que aprender a se colocar no lugar onde deve ficar, e criar o seu próprio show particular. Sem frases feitas, enfrentando as suas angustias como se fossem um outro engarrafamento. Porque isso torna o mundo um lugar perigoso. As coisas que não são questionadas se tornam fracas. Estúpidas e cheias de si. Entupidas de um monte de nada que nós tentamos definir. A duvida é a resposta da nação.
Mas acho que este texto não é importante. Acho que eu não sou importante para nada. Fico aqui, duas e quarenta e seis da manhã, escrevendo coisas pequenas. Pela beleza do mundo e da vida, não acreditem em nada do que eu acabei de escrever. Se vocês não acreditarem em nada do que estão lendo, eu acabo de escrever um tratado egoísta. Ou acabo de cair em contradição. Acreditem em vocês e duvidem de mim.
Límerson Morales Costa, 16 anos.