07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

UMA INJUSTIÇA

A derrota da Seleção Brasileira para os Estados Unidos, por 2 a 1, na final do torneio olímpico de futebol feminino, foi uma injustiça. O Brasil foi superior durante toda a partida, chutou duas bolas na trave e teve um pênalti não marcado a seu favor. Mas numa bola aérea, sofreu o segundo gol na prorrogação. Nossa seleção começou pressionando no ataque. Antes dos cinco minutos de jogo, já havia perdido duas boas oportunidades de gol. Durante todo o primeiro tempo as brasileiras dominaram, mas foi no segundo tempo que o jogo pegou fogo. O Brasil continuava pressionando, mas errava sempre no último passe. Enquanto isso, os EUA assustavam nos contra-ataques. Na prorrogação, o time de Renê Simões continuou atacando, dominando, mas como diz a velha máxima do futebol, ‘quem não faz, toma’. Deixamos de conquistar o ouro inédito. A medalha de prata é uma façanha em qualquer circunstância, principalmente para um esporte bem sofrido como é o futebol feminino (as atletas não têm time e não há campeonato brasileiro da categoria) mas ouro é ouro.

UMA PENA

No vôlei feminino, o Brasil, que tinha tudo para conquistar ouro, pode voltar para casa sem medalha. Após a derrota para a Rússia, quando tinha o jogo nas mãos, será muito difícil nossa seleção conseguir se recuperar para a disputa do bronze. Para complicar as coisas, as brasileiras enfrentarão uma pedreira, as cubanas, rivais históricas. Como lembrou a ponta Érika, seria um pecado o Brasil se despedir da Olimpíada sem uma medalha. No jogo de ontem contra a Rússia, o Brasil chegou a ter a vantagem de 24 a 19 no quarto set. No entanto, as russas fizeram cinco pontos consecutivos e empataram em 24 a 24 para depois fechar em 28 a 26. No tie-break, o Brasil abriu 6 a 3. As russas empataram em 13 a 13 e ganharam por 16 a 14. Para o bauruense Isaac Ferraz, músico e técnico de vôlei, seu amigo José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira, teve culpa no cartório, principalmente por manter Virna, que realmente jogou mal.

FIM DA HEGEMONIA?

O rotulado “Dream Team” do técnico Larry Brown, colecionou recordes negativos nos Jogos de Atenas. Perdeu para Porto Rico e Lituânia, ficou com a última vaga em seu grupo e sofreu sua primeira derrota desde 1992, quando o time passou a ser formado pelos profissionais da NBA. Se os EUA perderem para a Argentina nas semifinais do basquete masculino, será o fim de sua hegemonia.

PRESSÃO

A intenção de Vanderlei Luxemburgo era utilizar um time “alternativo” na Copa Sul-Americana. Mas teve gente que não gostou. A Rede Globo de Televisão pressionou, a diretoria santista voltou atrás e decidiu inscrever todos os titulares na competição que é atrativa para o clube apenas na questão financeira. Quarta-feira, na derrota de 2 a 1 para o Paraná Clube, o Peixe atuou com um time misto.

MELHOR DA EURO

O meia-atacante brasileiro (naturalizado português) Deco foi nomeado pela Uefa como o jogador mais valioso (MVP, em inglês) da última temporada da Europa por sua atuação no Porto.

CAMINHO CERTO

De olho no futuro, o Cruzeiro contratou o meia Walace, de apenas 16 anos, nova revelação do Paysandu. O clube mineiro pagou ao Papão R$ 350 mil pelos direitos econômicos sobre o atleta, cuja contratação foi indicada pela equipe de olheiros mantida pelo Cruzeiro. Com a chegada de Walace, que firmou contrato por cinco anos, o Cruzeiro dá sequência à sua política de investir em promessas, estratégia iniciada a partir dos anos 90. Em 93, por exemplo, o clube celeste contratou o então desconhecido Ronaldo, de apenas 16 anos, que, anos depois, viria a se tornar o Fenômeno. O lateral Maicon e o zagueiro Luizão são os exemplos mais recentes de apostas bem sucedidas do clube mineiro. O Cruzeiro está no caminho certo e para garimpar valores Brasil afora, mantém uma equipe de olheiros competentes, entre eles Eugênio e Nonato, amigos de fé do Baroninho.

SAUDADE

Tite, que foi um consagrado ponta-esquerda do Santos nos anos 50 e 60, morreu ontem, aos 74 anos, vítima de câncer no pulmão. Tite, que tocava muito bem violão, ganhou muitos títulos pelo Santos, quando o clube era chamado de Campeão da Técnica e da Disciplina. No bicampeonato paulista de 1955/56, o ataque santista era formado por Alfredinho, Álvaro, Del Vecchio, Vasconcelos e Tite. Em 58, entrou em ação um ataque mais infernal ainda - Dorval, Jair, Pagão, Pelé e Pepe.