26 de maio de 2026
Polícia

Veículo é incendiado na garagem

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Susto e prejuízo tiraram o sono do caminhoneiro José Miranda Neto, na madrugada de ontem. Por meio de um telefonema, ele soube que um incêndio destruía seu carro novo comprado há apenas dez dias, estacionado na garagem da casa onde mora, na quadra 12 da rua Castro Alves, na Vila Souto.

A fumaça decorrente do fogo, que também provocou danos na entrada da residência, intoxicou levemente José Arthur de Souza, o cunhado de Neto, também morador da casa. Souza estava sozinho no imóvel quando o incêndio começou e foi encaminhado ao Pronto-Socorro Central (PSC) por uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros.

“Foi uma vizinha quem percebeu (a fumaça). Meu cunhado estava um pouco alto (alcoolizado), quando eu sai de lá. Eu estava na casa da minha namorada (quando ficou sabendo do incêndio). Vai ficar (a recuperação da garagem) em R$ 10 mil. No carro, eu paguei R$ 8 mil e ainda devo 24 pagamentos de R$ 280,00. O pior é que não tinha seguro”, lamenta a vítima, que chegou anteontem de Campo Grande.

O prejuízo poderia ser ainda maior se o fogo tivesse atingido o caminhão de Neto, avaliado por ele em R$ 65 mil. Como o veículo incendiado, (um Uno preto placa DOC 9653) estava sem documentação, a vítima foi de caminhão até a casa da namorada. “O portão (da garagem) estava fechado. Quando cheguei, a vizinhança toda estava na rua”, relembra.

Os moradores acompanharam o trabalho das quatro viaturas do Corpo de Bombeiros, que se deslocaram até o endereço para debelar as chamas. Quando o trabalho foi concluído, Neto foi até o Plantão Policial para registrar boletim de ocorrência. O caso será investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

De acordo com o delegado titular da DIG, J.J. Cardia, a perícia verificará se o incêndio foi criminoso. Segundo ele, ocorrências da mesma natureza (veículo incendiado dentro da garagem) não são comuns em Bauru. Há dois anos, alguns casos foram notificados e esclarecidos pela polícia: tratava-se de um homem que praticava o crime por razões passionais.