25 de maio de 2026
Bairros

Suspensão de teste da leishmaniose causa revolta na Uipa e Mountarat

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

O sacrifício de cães suspeitos de leishmaniose sem a realização de exame de sangue é criticada pelas entidades protetoras dos animais. Entre elas, as Organizações Não-Governamentais (ONGs) União Protetora dos Animais (Uipa) e a Mountarat Sociedade de Proteção Ambiental, que estão revoltadas com a suspensão da coleta de sangue anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

“É um absurdo. Nem os exames que eram feitos não eram seguros. O resultado vinha do (Instituto) Adolf Lutz como positivo, mas quando se fazia a contra-prova, dava negativo”, diz a delegada da Mountarat, Damair Pereira de Almeida. Ela diz que a ONG deverá consultar um advogado para saber sobre a possibilidade de mover uma ação contra a suspensão das análises feitas pela SMS.

A presidente da Uipa, Ângela Maria Heiffig da Silva, também não concorda com o sacrifício de cães sem a realização de análises. “Somos contra. O animal está fadado a ter um dono que não cuida dele, e fadado a um município que nunca se preocupou em fazer o controle da natalidade (de cães e gatos). Agora está o problema”, destaca. “A prefeitura tinha que comprar esses kits e não esperar do Estado”, reclama.

“O Estado deveria se preocupar com o mosquito (vetor de transmissão da leishmaniose) e não com o cachorro, quando não houverem mais cachorros, os mosquitos vão atacar as pessoas”, cobra Damair.