07 de julho de 2026
Geral

Paciente do HB tem órgãos doados

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Duas equipes de captação de órgãos realizaram no último dia 20, no Hospital de Base (HB), a retirada das córneas, rins e fígado de José Carlos de Brito, 44 anos, vítima de derrame. A doação foi autorizada pela família do paciente, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 17.

Ana Cristina Macedo de Brito, cunhada do doador, afirma que a família optou pela doação com o intuito de ajudar outras pessoas. “O que nos levou a adotar essa postura foi a oportunidade de salvar vidas”, revela.

Os órgãos captados em Bauru foram encaminhados para pacientes que integram a lista de espera da Secretaria de Estado da Saúde. Critérios como a compatibilidade e o tempo na fila são adotados para definir o destinatário.

Segundo a chefe de enfermagem do HB, Eliana Rodrigues Giannine, o procedimento de retirada dos órgãos durou cerca de três horas. “A equipe de Bauru captou as córneas e rins e uma equipe de São José do Rio de Preto captou o fígado”, relata.

Giannine explica que uma terceira equipe, do Incor de São Paulo, viria à cidade para retirar o coração, mas a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que seria utilizada para o transporte não pôde ser utilizada a tempo.

A partir do próximo mês, com a inauguração da Base Aérea de Radiopatrulhamento da Polícia Militar (PM) em Bauru, esse tipo de problema deve ser resolvido, já que o helicóptero que irá operar na cidade também terá como função exatamente o transporte de órgãos para transplante.

Caso raro

O supervisor de enfermagem Sebastião Veloso de Matos, integrante da equipe de captação de Bauru, afirma que as pessoas têm se conscientizado mais a respeito da importância da doação de órgãos, mas que ainda assim são raros os casos em que a família autoriza a retirada.

De acordo com ele, o HB havia feito apenas uma captação de córneas anteriormente este ano. “Foi de uma paciente que teve parada cardiorrespiratória”, relembra.

Levantamento divulgado recentemente pela Organização para Procura de Órgãos (OPO) mostra que a região que abrange as cidades de Bauru e Botucatu conta, em média, com apenas quatro doadores por ano, sete vezes menos do que o número registrado na região de Marília. Em todo o País, cerca de 60 mil pessoas aguardam por algum tipo de transplante.

Pela lei, todo indivíduo maior de 18 anos pode ser doador após a morte, mas para isso é necessária a autorização da família.