07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Dia de avaliação

As assessorias dos candidatos (e eles próprios) tiraram parte do dia ontem para analisar o debate da TV Record, realizado na noite de segunda-feira. O desempenho de cada um provocou considerações das mais variadas possíveis. É o momento em que a campanha começa a afunilar em termos de estratégias, que ficaram bem delimitadas no encontro.

• Duas batalhas

Já observamos ontem, mas vale dizer novamente. A partir de agora, assistiremos a duas frentes de batalha bem nítidas: Estela Almagro (PT) e Luiz Carlos Valle (PDT) tentando tirar de Caio Coube (PSDB) o segundo lugar nas intenções de voto e o candidato tucano buscando manter a polarização com Tuga, que lidera a corrida ao Palácio das Cerejeiras até o momento, segundo pesquisa do Ibope.

• Postes mais raros

O cenário nas ruas, que até outro dia era de pouca propaganda, a pouco mais de um mês das eleições já ganha novos contornos. Os postes vagos nas ruas e avenidas mais movimentadas já são raros. Na França, é proibido colar cartazes em quaisquer locais públicos, a não ser em espécies de tapumes que o governo coloca em alguns pontos da cidade. A campanha restringe-se a isso por lá, em termos de logradouros. Um dia, quem sabe...

• Lá vem críticas

O prefeito Nilson Costa deve se preparar para uma saraivada de críticas da bancada de oposição na próxima sessão da Câmara Municipal. Alguns vereadores não engoliram o repasse para o próximo ano de dez parcelas da dívida federalizada, totalizando R$ 7 milhões para o próximo prefeito já em seu primeiro ano de governo.

• Foguetório

É bom lembrar que a assinatura da federalização da dívida foi feita com foguetório e muito oba-oba na época. Agora deu no que deu. Provavelmente, a administração vai transferir a responsabilidade ao Poder Judiciário e à representação protocolada pelo vereador José Clemente Rezende (PDT), que questionou os valores da transação.

• Sem dinheiro

Fica claro pelo documento protocolado pelo próprio prefeito na Justiça Federal que o fim de seu mandato será reservado para tentar pagar os salários em dia até dezembro e o recolhimento da parcela anual dos precatórios, cuja inadimplência geraria o caos com a obrigação de recolhimento integral da dívida com sentenças judiciais definitivas.

• E os subsídios?

Estamos a um mês das eleições municipais e até agora a Comissão de Economia e Finanças da Câmara Municipal ainda não definiu se vai encaminhar o projeto de lei que definirá os valores dos subsídios dos agentes públicos para a legislatura 2005-2008. Ainda restam quatro sessões legislativas para se discutir e votar a proposta, mas até agora ninguém sabe o que vai ser.

• Até dezembro

Na verdade, o Legislativo tem prazo até 31 de dezembro deste ano para resolver a questão, se é que pretende alterar os valores. Se não houver manifestações até lá, prevalecerão os mesmos valores para 2005-2008. Mas por uma questão de bom senso, o ideal é que o plenário da Casa encerre o assunto antes de 3 de outubro.