Conforme matéria publicada no JC de 31/8/2004, página 10, assunto leishmaniose, onde se lê as falas do vice-presidente da comissão de ética da Unesp (departamento de Medicina Veterinária e Zootecnia), de que não fere a ética profissional aquele que sacrifica um cão ainda que apenas se suspeite da doença, desde que tenha a assinatura do dono do animal se responsabilizando pelo fato.
Não vou nem desviar o assunto se isto incorre ou não em crime ambiental. Como ficamos nós, que temos animais de estimação, frente às afirmações do vice-presidente da classe externando sua opinião, sendo ele um acadêmico responsável pela formação do médico veterinário, onde se preconiza a ética subserviente à medicina humana na hora de defender os animais irracionais por juramento?
Para as “cucuias” a ética, morte para eles. É claro, dr. Stelio, a polêmica está aí, sim... Pois, perante os olhos do criador, somos todos iguais, humanos ou irracionais. Explique a sua ética para Ele, o criador. No Brasil colonial, os brancos, os grandes latifundiários, não consideravam o negro como gente e nem tinham alma, mas para os abolicionistas prevaleceu não só o respeito aos negros mas a ética que aos olhos de Deus somos todos iguais. Mas ainda escorregamos em conveniências e deturpações em nome dos interesses, e a ética, vai no vai da valsa...
Esta carta será encaminhada na forma de protesto ao Conselho de Medicina Veterinária e à Unesp de Botucatu.
Ângela Maria Heiffig da Silva - presidente da Uipa -Bauru