26 de maio de 2026
Bairros

Vacinação contra pólio continua abaixo da meta

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 3 min

A dois dias do encerramento da campanha nacional de vacinação contra a poliometelite, na sexta-feira, a cidade de Bauru ainda não atingiu a meta de imunização contra a doença, definida em 95% do total de crianças de até 5 anos pelo Ministério da Saúde. Na cidade, esse índice representaria 25.610 pessoas.

Apesar de ontem de manhã o movimento ter sido considerado elevado no Núcleo de Saúde do Centro, com 60 crianças imunizadas até o meio-dia, a taxa de vacinação continuava abaixo da expectativa.

Até a tarde de anteontem, de acordo com o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 80,11% das crianças de até 5 anos de idade tinham recebido a vacina contra a pólio, também conhecida como paralisia infantil.

Paralelo à campanha contra a poliomielite, os postos também estão realizando a vacinação contra o sarampo. Segundo o DSC, 77,2% da população entre 1 e 4 anos recebeu a vacina de prevenção contra essa doença em Bauru até anteontem.

Esses índices mostram a cobertura prévia obtida durante a campanha de vacinação, que se iniciou no último dia 21 de agosto e prossegue até amanhã em 20 núcleos de saúde da cidade e na unidade de Tibiriçá.

A diretora do DSC, Maria Helena Abreu, diz que o número da população já vacinada ainda não é satisfatório. “Nós temos que atingir, no mínimo, 95% das crianças.” Segundo ela, um dos motivos que explica o baixo índice pode ser que o fato dos pais terem “relaxado” um pouco, já que o último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1980. Já o registro mais recente de sarampo foi em 2001.

“A paralisia infantil está extinta no Brasil, mas não no mundo. Ela existe na África e, com o movimento de pessoas, a doença pode acontecer”, observa Abreu. “Em relação ao sarampo, sua extinção é muito vulnerável no Brasil, pois existem grupos de crianças que nunca são vacinadas, principalmente em regiões mais pobres”, complementa.

“Os pais têm de aproveitar até sexta-feira (amanhã) para aplicar as vacinas em qualquer um dos núcleos de saúde da cidade”, enfatiza a diretora do DSC. As unidades de saúde funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Nos prontos-socorros do Jardim Bela Vista, Vila Ipiranga e Núcleo Mary Dota, a ação vacinal se estende até as 19h. “É importante não esquecer de levar a carteira de vacinação das crianças, para ver se existem outras vacinas faltando”, ressalta Abreu.

A contabilista Mônica Godoy não esperou até o prazo final da campanha e compareceu à unidade Central ontem levando o pequeno Lucas Godoy, de 3 anos. “Vou às campanhas de vacinação todos os anos, com muita alegria”, diz. O sentimento também é compartilhado pela astróloga Josilene Sousa e pelo técnico de informática Marcos Paulo Serva, que são pais do bebê Enzo Padilha Serva, de 3 meses. “Temos de vaciná-lo logo para que o Enzo tenha uma vida saudável”, destaca a mãe.

No primeiro dia da campanha de vacinação, realizada no sábado, 21 de agosto, aproximadamente 40% das crianças foram imunizadas. Muitos pais preferiram levar seus filhos aos núcleos de saúde durante os dias de semana.

A paralisia infantil é uma doença sem cura, que possui apenas a prevenção por meio da vacina oral Sabin. O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de contagiosidade e mortalidade elevadas entre crianças menores de 5 anos, principalmente as desnutridas e inumodeficientes. Sua prevenção é feita através da vacina tríplice viral, que é injetável e, além do sarampo, previne contra caxumba e rubéola.