08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Vamos ser gerentes


| Tempo de leitura: 2 min

Quando vamos ao banco para fazer um empréstimo, o gerente solicita todas informações possíveis para assegurar o retorno desse dinheiro. Sua função é fazer o empréstimo garantindo o lucro da instituição financeira. Por analogia, quando damos nosso voto a alguém, estamos passando-lhe um cheque assinado sem preencher um valor específico, ou seja, “um cheque em branco”. O dinheiro público será administrado por essa pessoa que foi eleita. Portanto, temos que fazer o nosso papel de “gerente”, ao dar-lhe o voto. Vamos buscar conhecer toda a sua vida seja na área profissional, familiar, social. Qualquer coisa que o desabone deve ser levado em consideração para não corrermos o risco de entregar o dinheiro público, sem o devido retorno com lucros para a população na forma de benefícios sociais.

A imprensa tem a responsabilidade de informar a comunidade, permitindo que os eleitores possam analisar, tirando suas conclusões e escolhendo os mais aptos. A imprensa não pode dar apoio a essas pessoas que são pseudo-idealistas, surgidos com respaldo na ética e no patriotismo, que degeneram-se, passando à conveniência do lucro, ser mais importante do que a dignidade pessoal. Desprezam as necessidades públicas para fazer prevalecer o interesse de uma minoria.

A defesa arraigada que fazem no sentido de que ninguém tome conhecimento dos fatos é porque temem que se tornem do conhecimento público situações irregulares, ilegais e até indecentes das quais muitos participam. Onde já se viu qualquer governante, que lida com o dinheiro público e tem poder legal para autorizar o seu uso, não querer que seja do conhecimento público a situação da sua vida particular? Como é possível respeitar a imunidade de um cidadão que, ilegal ou irregularmente, não respeitou e violou os direitos fundamentais de todos os cidadãos de uma comunidade, atingidos por um ato prejudicial por si praticado?

Nildo Matos de Araujo - RG 11.963.052 SSP SP