08 de julho de 2026
Politicando

Teoria da conspiração


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Em 1951, o presidente do BAC, Nicola Avalone Jr., montou um forte time de futebol com o objetivo de subir para a Primeira Divisão do Campeonato Paulista. Ele pretendia transformar o título no seu principal trunfo na campanha rumo à prefeitura.

Os planos de Avalone Jr. iam bem e o BAC chegou à última rodada precisando vencer o São Bento de Marília, em Bauru, para ficar com o título. O que ninguém esperava era que o adversário fosse vencer por 2 a 1, estragando a festa que havia sido preparada.

Semanas depois, Nuno de Assis ganharia as eleições por algumas centenas de votos de diferença. “Sem o título, a candidatura do Nicolinha ficou sem seu principal combustível”, recorda o historiador João Francisco Tidei de Lima.

Segundo ele, Avalone Jr. jamais aceitou a derrota sofrida em campo e tinha a certeza que seus adversários políticos ofereceram dinheiro aos jogadores do São Bento para que eles se empenhassem ainda mais durante a partida. Com ou sem incentivo externo, a verdade é que o time mariliense ajudou a derrubar, naquele momento, as pretensões do presidente do BAC.

A história foi contada pelo historiador João Francisco Tidei de Lima