07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Política - dia morno

Hoje é véspera do feriado de 7 de Setembro - Dia da Independência - e ponto facultativo nas repartições públicas, municipais e estaduais. Por isso, a sessão da Câmara Municipal de Bauru foi transferida para quarta-feira, no horário habitual, a partir das 14h30. Hoje, portanto, será um dia morno na política local. Não fosse pelo período eleitoral, seria mais preguiçoso ainda.

• Era do corpo a corpo

Porém, as mentes e corações dos políticos estão a mil por hora. A ansiedade daqueles que se candidataram é grande, em razão da aproximação do dia da eleição - 3 de outubro. Há um sufocamento financeiro em todo o País e os candidatos sentem o reflexo disso, salvo um ou outro. A maioria está tendo de se readaptar a um tempo em que campanha era feita no contato pessoal, o que não é nada ruim.

• Cálculo eleitoral

É sempre bom lembrar que para um partido ou coligação (junção de dois ou mais partidos para a eleição de vereador ou de prefeito) eleger um vereador é preciso somar pelo menos 12.500 votos. Para ocupar mais cadeiras, mais votos, e assim por diante. Os cálculos mais otimistas prevêem que uma coligação ou partido bem votado fará por volta de três vereadores.

• Um quarto da Casa

É possível que a coligação que eleger o prefeito possa fazer quatro vereadores, com um pouco de sorte. A Câmara terá 15 ou 16 vereadores a partir de janeiro. Quatro vereadores vão significar pouco mais de um quarto das cadeiras do Poder Legislativo. O próximo prefeito terá de costurar, antes de tudo, uma boa base de sustentação na Câmara, como premissa para ter paz durante pelo menos o início de seu governo. Mas uma bancada leal, não fisiológica.

• Em causa própria

Por falar em Legislativo, tudo indica que a decisão da Comissão de Finanças da Câmara será pela tramitação rápida (antes da eleição) de um projeto de lei que vai fixar subsídios para os vereadores que assumirão para a próxima legislatura. Haveria um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que fixar os subsídios após a eleição é legislar em causa própria. Parece sensato.

• Reposição da inflação

Portanto, é bem provável que tenhamos novidades ainda nesta semana sobre o tema. O vereador encarregado de cuidar do assunto - Milton Dota Júnior (PTB) - deverá convocar uma reunião com seus pares de Comissão para dar andamento ao processo. Fala-se em um reajuste pela inflação do período (quatro anos). Se tiver de haver um aumento, que não se extrapole este índice (inflação).

• Foco da discussão

Apesar de os vencimentos dos vereadores não se encaixarem na realidade salarial da maioria da população bauruense, cortar drasticamente não parece resolver muita coisa. Não faria nem cócegas nas finanças municipais uma economia fruto da redução dos salários. A grande questão é quem será eleito em 3 de outubro. Se forem eleitos oportunistas e legisladores em causa própria, com baixos ou altos salários a cidade perderá. É um bom tema para debate.