07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

VITÓRIA TRANQUILA

A Seleção Brasileira desperdiçou uma boa chance de aplicar grande goleada na Bolívia. Venceu por 3 a 1 e voltou à liderança das Eliminatórias, mas golear dá moral ao time e mede medo nos adversários. Agora, o Brasil tem 16 pontos, contra 15 da vice-líder Argentina. No começo da partida de ontem, o time de Parreira tinha tudo para ficar preocupado com a possível retranca boliviana, que entrava em campo com apenas um atacante. No entanto, logo aos 48 segundos de jogo, Ronaldo acabou com qualquer chance da Bolívia se fechar na defesa quando, Juninho Pernambucano bateu o escanteio, Edu ganhou a cabeçada contra Alvarez, e Ronaldo, sozinho na pequena área, encheu o pé para fazer 1 a 0 para a Seleção. Na comemoração, o ‘Fenômeno’ mostrou a tatuagem que fez em homenagem a namorada Daniela Cicarelli. O Brasil continuou dominando o jogo e fez mais dois gols. No segundo tempo os brasileiros não fizeram gol e tomaram um, mas a vitória foi tranquila e a exibição no Morumbi agradou. Na minha opinião, o melhor jogador em campo foi Ronaldo.

MAIS QUE PELÉ

Com o gol marcado aos 48 segundos do primeiro tempo no jogo contra a Bolívia, Ronaldo chegou aos sete gols em jogos das Eliminatórias Sul-Americanas e ultrapassou ninguém menos que Pelé, com quem estava empatado com seis gols marcados. O Fenômeno, que disputa pela primeira vez uma Eliminatória, precisa agora de mais quatro gols para igualar a marca de Romário, o maior artilheiro da Seleção Brasileira na competição classificatória para o Mundial, com 11 gols.

APOIAR É PRECISO

Para Ricardinho, não é hora de lamentar os desfalques que o Santos terá contra o Atlético-PR, para o jogo desta quarta-feira pelo Campeonato Brasileiro. O jogador procurou dar apoio àqueles que estarão em campo. Na verdade, é melhor enaltecer a presença de quem vai jogar, do que lamentar a ausência dos que não vão. Com um time misto o Santos venceu tranquilamente o Paraná Clube e avançou na Copa Sul-Americana. O Noroeste não teve seis titulares sábado em Rio Claro, e venceu o time da casa, que disputava a classificação na copinha.

TIME IDEAL

Maurício; Celinho, Otacílio, Arthur e Jorginho; Wendell, Ricardo Miranda; Chocolate e Luís Carlos; Chokito e Gileno. Na minha opinião é a melhor formação do Noroeste.

INFERNO ASTRAL

A Albânia aprontou uma das principais surpresas na primeira rodada das Eliminatórias européias para a Copa do Mundo, ao vencer a Seleção Grega, atual campeã do Velho Continente. Após o jogo em Tirana, Uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas durante brigas entre albaneses e gregos ocorridas em diversos pontos da Grécia.

'TRABALHO'

O Sportivo Luqueño, da Primeira Divisão do futebol paraguaio, recorreu a Víctor Manuel Cisneros, um famoso mago colombiano, para, segundo os cartolas do Luqueño, “fortalecer a auto-estima dos jogadores e redescobrir o potencial de cada um”. O Luqueño venceu pela última vez no atual Torneio Clausura, há cerca de cinco meses.

GRID POR SORTEIO

Bernie Ecclestone, cartola do automobilismo que controla os interesses comerciais da Fórmula 1, propôs que o grid de largada das corridas seja decidido por sorteio. A idéia de Ecclestone é que o treino de classificação continue existindo, com os pilotos mais rápidos ganhando pontos no campeonato, mas com a formação do grid sendo definida na ‘loteria’.

RUMO AO TRI

Ao lado do Celso Zinsly e J. Martins, assisti ao jogo Parquinho 3 x 0 Gocil e gostei, principalmente de Fiu e sua turma. Não estou afirmando. Para muitos torcedores e, inclusive, elementos de clubes da Liga Regional, o Parquinho pinta como o campeão de 2004. Ainda é cedo para uma opinião mais abalizada, mas na verdade, o Tricolor do PVA tem boas as chances de conquistar o tri.

AQUELE ABRAÇO

Recebemos e-mail do bauruense Gustavo Aleixo da Silva, residente no Balneário de Camboriu. Gustavinho elogia nosso trabalho e manda um abraço ao seu pai, dr. Walter da Silva, e a todos os tenistas do BTC. Meu caro amigo leitor, aquele abraço.

LINDEZA

Ontem no Morumbi, um sentimento nacionalista envolveu o jogo da Seleção, que esteve a serviço do Brasil. O hino “90 milhões em ação” (que Miguel Gustavo fez na conquista do tri, em 70) embalou a torcida. A execução do Hino Nacional em dose dupla, foi emocionante - ao som do piano de Artur Moreira Lima e a outra ajudada por um coro de crianças carentes em pleno gramado do Morumbi. A linda festa foi encerrada com chave de ouro, a vitória do Brasil sobre a Bolívia.