08 de julho de 2026
Cultura

Espíndola e Espíndola

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

As cantoras e compositoras Tetê e Alzira Espíndola apresentam juntas, hoje, às 21h30, na área de convivência do Serviço Social do Comércio (Sesc), releituras de clássicos populares como polcas e guarânias em um show chamado “Anahí”.

A apresentação marca o encontro das irmãs e artistas, em que aflora a afinidade musical e o equilíbrio vocal que vem de uma vivência comum. A dupla apresenta duetos de vozes, craviola e violão, em um repertório clássico com as músicas “Serra da Boa Esperança” de Lamartine Babo, “Mágoas de Caboclo” de Leonel Azevedo e J.Cascata, “Sertaneja” de Renné Bitencourt, entre outras, que misturadas a “Quiquio”, “Trem do Pantanal”, “Chalana” e as polcas Paraguaias “Galopera”, “Índia” e “Merceditas”, forma um tom característico sul-mato-grossense.

O show, segundo a assessoria do Sesc, trabalha com a memória musical do público em suas raízes, buscando contagiá-lo através de suas lembranças, simplicidade e autenticidade, além de abrir um espaço no show, onde cada uma apresenta mostras de seus mais recentes trabalhos e sucessos. Tetê nasceu no Mato Grosso do Sul, numa família de artistas. Na década de 70 integrou o grupo Luz Azul tocando craviola. Em 1978 lançou o disco “Tetê e o Lírio Selvagem”, mas não teve muita repercussão. Seu terceiro álbum, lançado em 1982, foi “Pássaros na Garganta”, denominação que o poeta Augusto de Campos deu ao ouvir sua voz aguda e extensa.

Passou a ser conhecida nacionalmente em 1985, quando foi a vencedora do Festival dos Festivais, com a música “Escrito nas Estrelas”.

Gravou, em 1986, o disco “Gaiola” e participou de festivais internacionais. Nos anos 90, o disco “Só Tetê” proporcionou levar sua música por todo o Brasil em turnê. A trajetória da cantora, compositora e instrumentista Tetê sempre foi marcada pela multiplicidade com incursões pela vanguarda, o pioneirismo regionalista, fusões do acústico com o eletrônico, experimentalismos com pássaros, enfim, um leque de opções que sua voz rara, de timbre ímpar e extensão incomum, lhe proporciona.

Alzira, também nascida no Mato Grosso do Sul, iniciou-se profissionalmente no grupo Lírio Selvagem, onde tocava com seus irmãos, inclusive Tetê. Já em carreira solo, Alzira tocou com o violeiro Almir Sater, antes de lançar seu primeiro disco solo, “Alzira Espíndola”. Em 1990 excursionou por diversos países com Itamar Assumpção e a banda Isca de Polícia, gravando em seguida seu segundo disco, “AMME”.

Com esse disco foi indicada ao prêmio Sharp de 1992, na categoria de melhor cantora pop, e em 1996 lança “Peçamme”, em que realiza parcerias com Itamar, Luli e Lucina. Em 1999 grava com a irmã Tetê o CD “Anahí”, que reúne clássicos da música regional, realizando shows em diversos espaços culturais do Brasil. Em 2000 lança “Ninguém Pode Calar”, disco baseado no repertório da cantora Maysa. Com uma voz inigualável, a cantora mostra seu repertório profundo e característico, aproximando o público da música popular de qualidade.

Serviço

Show com Alzira e Tetê Espíndola. Hoje, 21h30, na área de convivência do Sesc. Avenida Aureliano Cardia, 6-71. Informações: (14) 3235-1750.