Brasília - A contribuição do agronegócio para o recorde de exportações e saldo comercial nos primeiros oito meses do ano foi de US$ 26,02 bilhões em exportações, de janeiro a agosto o desempenho é 35% superior ao mesmo período do ano passado, correspondendo ao maior valor acumulado da história dessa série estatística iniciada em 1989. Os dados são da Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura.
O bom desempenho do complexo carnes, soja, açúcar, álcool, madeiras, lácteos e algodão contribuiu para que as exportações do setor somassem US$ 37,40 bilhões nos últimos 12 meses, 27,2% a mais que no mesmo período do ano passado.
O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, estima ser possível alcançar um superávit comercial superior a US$ 31 bilhões em 2004, diante do superávit comercial também recorde histórico no período, de US$ 22,831 bilhões. Os dados mostram que o agronegócio foi responsável por 42,5% das exportações globais do Brasil no período. Nos últimos 12 meses, o saldo já chegou a US$ 32,528 bilhões.
A balança comercial fechou o mês com um saldo positivo acima de US$ 3 bilhões pelo quarto mês consecutivo. Em agosto, foram US$ 3,389 bilhões de superávit - 27,7% acima de agosto de 2003. Responsável por 32% do incremento das vendas no mês, o complexo carnes foi o maior destaque nas exportações do setor. As venas externas alcançaram US$ 566,8 milhões, um resultado 71% superior aos US$ 331,2 milhões de agosto de 2003. No ano, as vendas do complexo carnes já somam US$ 3,561 bilhões (+64,5%).
O secretário de Produção e Comercialização, Linneu Costa Lima, destadou o aumento das exportações de carne bovina in natura (+142%) e de frango in natura (+33%) em agosto. “Além disso, os preços aumentaram 10% no exterior”, diz. Segundo ele, o desempenho reflete as mudanças causadas pelos focos do mal da “vaca louca” no Canadá e nos Estados Unidos, em 2003, e da “gripe do frango”, na Ásia, EUA e Canadá.
Houve crescimento das exportações para todos os continentes e blocos econômicos. Vendemos mais para União Européia (+2,7%); Ásia (+39,5%); Nafta, à exceção do México, (+36,7%); Oriente Médio (+91,85%); Europa Oriental (+0,75%); e Mercosul (+24%). Em termos de países de destino, registre-se o crescimento de 40% nas exportações para os Estados Unidos; Irã (109%); Itália (44%) e China (17%).