Nos anos 60, a rivalidade entre Jânio Quadros e Adhemar de Barros era capaz de dividir as cidades. O vereador Faria Neto (PDT) era criança naquela época e lembra que, em Avaí, presenciava o tio e o pai discutirem constantemente por causa dos candidatos.
Certo dia, o tio foi almoçar em sua casa e depois decidiu passar no posto de gasolina para abastecer o carro. “O dono do estabelecimento apoiava o Jânio se recusou a atendê-lo e o acusou de ter virado bandeira e estar fazendo propaganda para o Adhemar”, diz.
Também janista, o tio de Faria Neto rebateu dizendo que aquilo era um absurdo e que ele jamais apoiaria o adversário. Só se deu conta da situação quando o dono do posto apontou o nome de Adhemar escrito na lateral do veículo. “Eu e o meu irmão trocamos a propaganda para irritá-lo e conseguimos”, relembra.
Além de perder tempo se explicando, o tio de Faria Neto quase foi obrigado a ficar de tanque vazio e fazer campanha a pé.