É o primeiro, mas não deverá ficar na vitrine como amostra única, parando no que está, ainda que horripilando com o triste retrato do terror com que ficou após aquele 11 de setembro. Não espera mais um cataclisma idêntico nenhum outro país que ainda tenha presos na sua lembrança as funestas conseqüências daquilo que destruiu edifícios importantes e tirou a vida de 3 mil pessoas em Nova York. Mas é principalmente os Estados Unidos que rezam empenhadamente para que não venham a sofrer mais dramas do gênero, pois “nós não esqueceremos nunca o de 2001”, frisou estes dias o presidente George W. Bush, destacando a necessidade de fazer da segurança nacional a maior bandeira de seu país.
De qualquer forma, porém, o presidente relaciona como perigo iminente a possibilidade de novos ataques do terrorismo vigente. “Por isso mesmo, desde aquela terrível manhã, temos combatido terroristas em todo o mundo. Não pelo anseio de glória ou demonstração de poder, mas porque considero que a vida dos cidadãos ainda se encontra em perigo em todo lugar. Se os Estados Unidos mostrarem fraqueza o mundo vai se tornar uma tragédia”, lembrou, transmitindo para outras comunidades o receio que carrega há três anos, não descartando a convicção de que o mentor do atentado seja Ossama Bin Laden, que está vivo e não esconde seu propósito de produzir outro atentado, que poderá não ser novamente nos Estados Unidos, mas, na mesma proporção, em algum país que o apoie na sua predisposição de exercer poderio contra influências dos que tenham formas de vida antagônicas às suas, notadamente nas esferas políticas e econômicas.
Prevenir contra perigos só faz bem! Se até os ianques se previnem por que não terão os demais povos de fazê-lo também? É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável pelo JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). “No seio incomensurável da eternidade, que não conhece origens nem limites, a geração do dia-a-dia se processa, segundo por segundo, para irromper no momento propício”.