30 de maio de 2026
Turismo

Cores, agito e gastronomia

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Quem se hospeda em Arraial d’Ajuda pode ir a Porto Seguro de dia ou de noite. A balsa funciona 24 horas e cobra somente R$ 1,80 pela travessia em dias úteis e R$ 2,00 aos sábados, domingos e feriados. De carro, a “viagem” sai por R$ 6,50 e R$ 9,00, respectivamente.

Embora Porto tenha os seus encantos, quem está em Arraial dificilmente tem vontade de atravessar. Isso porque o vilarejo oferece todas as mordomias e agito para a moçada. Há casas noturnas badaladas como a Platô e a Ilha, lugares obrigatórios para quem anda com a adrenalina em alta; restaurantes e lanchonetes premiados e lojas onde compra-se roupas de grife e artesanado indiano.

O estilo de vida no Arraial é diferente de Porto Seguro. É o reduto de gente refinada, endinheirada, mas que anda na rua de forma despojada. A moda é livre e descontraída. Nas galerias e mini-shoppings - que só abrem a partir das 17 horas e só fecham por volta da meia-noite - é comum ver pessoas fazendo compras de biquíni ou indo à boate de shorts.

O horário da praia vai além do pôr-do-sol com muita aula de lambaeróbica. O almoço é ajantarado, e quando se pensa que a vila vai dormir as pessoas se enfeitam e vão para luaus na praia de Mucugê com exibições de capoeira e maculelê, e a noite só termina quando o sol nasce.

Depois da praia, uma das dicas para se comer bem pagando pouco fica por conta do PF, de Paulo Pescador. O restaurante fica na praça central de Arraial e oferece pescados de arrasar.

Engenheiro carioca, Paulo Roberto Braz da Cunha, o Paulo Pescador, é outro na fila dos que largaram tudo para viver na Bahia. Foi um dos primeiros moradores da vila. Chegou ao Arraial em 1976, quando ali só moravam perto de 2.000 habitantes e tudo girava exclusivamente em torno da pesca.

No início, passou a comprar quase que de graça toda a produção dos pescadores, revendendo-as aos frigoríficos, mas logo percebeu que o lucro não é tudo na vida de uma pessoa. O importante é valorizar o contato com a natureza e brindar a amizade.

Começou então a sair nos barcos aprendendo a técnica da pesca com os moradores da vila. Montou o restaurante, que até hoje tem como clientes fixos turistas que passam o dia todo na praia, fazem apenas uma refeição no dia, mas querem comer bem quando o sol está dando adeus.

Um “pf” com filé de pescada, arroz e salada russa, um dos pratos de resistência da casa, sai em torno de R$ 10,00.

Além de estabelecimentos como o de Paulo, há em Arraial restaurantes para todos os gostos, inclusive bolsos endinheirados com dólar e euro. Come-se lá o melhor da gastronomia internacional, além de pratos típicos baianos, caso de moquecas de arrasar.

Um lugar premiado neste quesito é o Restaurante São João, de Noemia Oliveira, conhecida como Nonoca, que funciona ao lado da igrejinha de Nossa Senhora d’Ajuda, a 100 metros da Broduei. A moqueca de peixe custa em torno de R$ 28,00, a mariscada, R$ 65,00 e o bobó de camarão, R$ 30,00.

Para quem não fica sem massa ou carnes, a dica é o restaurante Manguti, que serve porções generosas e irresistíveis de nhoque, acompanhados dos mais variados tipos de filés e molhos. Custam entre R$ 13,50 e R$ 26,00 e são suficientes para duas pessoas comerem muito bem, embora conste no cardápio serem pratos individuais. O Manguti na Estrada do Mucugê (www.manguti.com.br).