09 de julho de 2026
Rural

Degradação afeta moradores da área rural

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

De acordo com o engenheiro agrônomo Rui Donizete Casarin, secretário de Agricultura e Obras de Paulistânia, as chuvas fortes e o tráfego constante de veículos danificam gradativamente as estradas rurais até torná-las, em alguns trechos, intransitáveis. Com isso, o escoamento de produtos agrícolas e a própria possibilidade de locomoção da população da zona rural ficam comprometidos.

“Nós tínhamos problemas para transportar inclusive alunos do meio rural para a cidade”, lembra.

Atualmente, com os projetos de recuperação e conservação, metade das vicinais do município mantém trafegabilidade durante todo o ano, de acordo com o secretário. “Hoje, se cai uma chuva pesada no verão, a estrada continua trafegável. Com isso, você facilita o escoamento de safra agrícola e eu consigo também elevar a auto-estima do produtor rural. Ou seja, agora ele tem a satisfação de morar no campo, em função dessa melhoria”, ressalta.

Casarin afirma que o município já enfrentou problemas de êxodo rural devido à degradação das vicinais de terra e a conseqüente dificuldade de tráfego.

“O indivíduo tem uma propriedade e, ao invés de morar lá, ele prefere viver na cidade em função da dificuldade que tem de chegar até a propriedade”, diz o secretário, destacando que a recuperação das estradas reflete na melhoria da condição socioeconômica da população rural.

No município, o secretário afirma que o assoreamento dos rios, provocado, em parte, pela erosão e mal planejamento das vicinais de terra, causou durante muitos anos impacto nas áreas de preservação permanente, que protegem as nascentes de água doce. Entre os problemas detectados está a diminuição do volume de água e da vegetação nativa dessas áreas.

“Nós percebemos uma agressão ambiental nos mananciais. Você tinha um rio, no passado, com alto volume de água. Hoje você percebe uma diminuição. A estrada rural contribui muito para esse problema”, diz. “Como as estradas foram mal planejadas, hoje nós precisamos readequá-las e recuperar o traçado”, conclui.