26 de maio de 2026
Regional

Sindicato anuncia greve dos bancários em Jaú e Botucatu a partir da próxima terça-feira

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - O Sindicato dos Bancários de Jaú e Região informou ontem que os funcionários das agências de Jaú e Botucatu devem aderir ao movimento grevista, deflagrado em nove capitais do País e parte do Interior de São Paulo, a partir da próxima terça-feira. A decisão foi tomada após uma assembléia com a categoria na quarta-feira passada.

A paralisação deverá atingir tanto os bancos públicos, como a Nossa Caixa, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, quanto os privados. Ao todo, serão 12 agências fechadas em Jaú e oito em Botucatu. O único serviço que deverá ser mantido é o atendimento por meio de caixas eletrônicos. Todos os demais serão interrompidos enquanto durar a greve.

Inicialmente, o movimento atingirá apenas esses dois municípios, mas pode ser que outras cidades da região adotem a mesma postura nos próximos dias. Pelo menos essa é a esperança do sindicato.

“Depois que a greve estiver consolidada em Jaú e Botucatu, nós vamos partir para as outras cidades pra fechar (as agências) também”, afirmou o vice-presidente do sindicato, José Antônio Gamba.

Além de Jaú e Botucatu, estão atrelados ao sindicato mais 19 municípios da região: Arealva, Bariri, Barra Bonita, Boa Esperança do Sul, Bocaina, Boracéia, Brotas, Dois Córregos, Dourado, Igaraçu do Tietê, Itajú, Itapuí, Mineiros do Tietê, Macatuba, Nova Europa, Pederneiras, Ribeirão Bonito, São Manuel e Torrinha. Juntos, esses municípios possuem 1.057 bancários.

Segundo Gamba, a greve só não começou antes, como aconteceu em outras cidades, porque na assembléia em que foi decidido pela paralisação em Jaú e região a data escolhida teria sido o dia 21. Além disso, a legislação pede que os bancos e clientes sejam avisados 72 horas antes de qualquer interrupção nos serviços.

Das cidades que pertencem ao Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, estão com as atividades interrompidas os bancos públicos de Agudos, Lençóis Paulista, Piratininga e Avaré, segundo informou o sindicato. Até ontem, não havia previsão de que outros municípios possam aderir ao movimento na semana que vem.

Os bancários reivindicam 25% de reposição salarial, participação de 15% no lucro bruto dos bancos, redução da jornada de trabalho de seis para cinco horas, abertura das agências das 9h às 17h e estabilidade no emprego.

Enquanto isso, os bancos apresentaram uma proposta de 8,5% de reposição mais R$ 30,00 de abono fixo para quem ganha até R$ 1.500,00. Além disso, foi oferecido também uma participação nos lucros e resultados de 80% sobre o valor dos salários e mais R$ 705,00.

Enquanto durar a greve, contas de água, luz, telefone, prestações da casa própria e impostos, além de outros serviços, podem ser pagas normalmente nas agências lotéricas ou nos caixas eletrônicos.

A greve dos bancários começou na quarta-feira passada e não tem prazo para acabar. O movimento atinge 18 capitais e pelo menos 31 cidades do País.

A Confederação Nacional do Bancários (CNB) estima que a paralisação tenha a adesão de 90% dos 85 mil empregados do Banco do Brasil, 70% dos 55 mil empregados da Caixa Econômica Federal e cerca de 85 mil de bancos privados. A greve completou três dias nos Estados de São Paulo, Rio e Santa Catarina e ontem se estendeu a outros sete Estados: Bahia, Acre, Pará, Amapá, Maranhão, Paraíba e Minas Gerais.