08 de julho de 2026
Auto Mercado

'Vovó' rouba a cena

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Se você acha que arrancada é coisa de homem, está enganado. A maior prova disso foi a bauruense Mônica Dal Medico, a única mulher participante nas provas, que tornou-se uma atração à parte. Do alto de seus 53 anos, resolveu competir na Copa incentivada pelo filho Guilherme, que aniversaria este mês. “Ele me falou que o maior presente da vida dele seria assistir eu correr no evento. Por isso, estou aqui”, contou.

Mônica revelou que a paixão por automóveis e, principalmente, pelas corridas sempre esteve em suas veias desde adolescente. “Sempre gostei disso desde jovem, mas atualmente não faço mais, pois parei depois de sofrer um acidente. Mas agora estou relembrando os velhos tempos”, destacou.

E ela fez bonito. Ao volante de um Vectra 1996 original, acelerou sem dó e “ralou” muitos “marmanjos” na pista do Sambódromo. Em uma de suas melhores exibições o público presente quase fez o Sambódromo vir abaixo. Após arrancar com vigor e abrir vários metros de distância do oponente, desacelerou e quase parou o veículo na pista esperando o outro carro aproximar-se. Quando isso ocorreu, acelerou forte novamente e ainda chegou na frente do adversário, fazendo as arquibancadas aplaudirem-na de pé.

Depois do episódio, Mônica vangloriava-se do respeito imposto aos rivais de arrancada. “Antes, ficavam me chamando de vovózinha, mas depois que ganhei virei ídolo e agora ninguém quer disputar comigo com medo de perder”, enfatizou, rindo. Mas, e ela, tem medo? “Se estou correndo aqui é porque não tenho. Não tem perigo”, finalizou.