07 de julho de 2026
Entrelinhas

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Cargos de confiança 1

Pesquisa feita pela editoria de política revela que a máquina municipal de Bauru tem 475 cargos de confiança possíveis, sendo 384 deles já ocupados, incluindo secretários. Do total, 140 só podem ser preenchidos por servidores de carreira, sendo 119 na prefeitura e 21 no DAE. Ou seja, estes não podem ser ocupados por gente de fora do quadro de funcionários.

Cargos de confiança 2

Os dados completos estão na página 3 e poderão servir para alguns candidatos reduzirem a demagogia em cima destes cargos. Não são eles os maiores gargalos da pesada folha salarial. Os 475 cargos são as vagas em comissão da prefeitura, DAE, Emdurb e Cohab. É preciso ter uma visão clara da diferença entre as necessidades no setor (cargos de diretoria de divisão, por exemplo) e os cabides, que servem apenas para acomodar promessas e compromissos de campanha.

Mito a ser desfeito

Mas um mito que precisa ser dirimido é o de que os cargos de livre nomeação poderiam gerar grande economia para os cofres públicos. É evidente que existem gorduras neste setor que precisam ser estirpadas. Mas, ao pé da letra, os cargos de confiança consomem R$ 168 mil por mês na prefeitura, numa folha salarial de R$ 5,5 milhões. Portanto, se fosse possível governar sem nenhum assessor, este é o valor que se conseguiria economizar.

Gordura para cortar

O exagero de vagas disponíveis está na Emdurb e na Cohab. Embora não estejam todas preenchidas, são 112 cargos que, em um momento de crise ou de barganha política, ficam soltos. A Cohab hoje só precisa ocupar nove das 37 vagas comissionadas previstas no plano de cargos e salários. A direção da empresa poderia convocar os acionistas e cortar as sobras. Na Emdurb, também não há razão para o quadro prever 75 vagas, se apenas 47 estão ocupadas e dando conta do recado.

Mais seriedade

De cara, é possível verificar que a realidade dos números sobre cargos de confiança não combina com as promessas mágicas de alguns candidatos a prefeito, que vêm usando a redução de nomeações como a ação capaz de ser uma panacéia para os problemas na área. Rever nomeações é uma coisa, reduzir a máquina é outra completamente diferente. É preciso que o debate eleitoral seja mais sério também neste tema.

Sistema operacional

A Prefeitura de Bauru está investindo R$ 156 mil em softwares e sistema operacional para o gerenciamento na área de administração pública para pessoal e material. Espera-se que, com este investimento, a administração finalmente tenha em mãos dados confiáveis e seguros sobre custos da folha, banco de dados e estoques.

Pensionista fantasma

Muitos podem ter se esquecido, mas a fragilidade do sistema de recursos humanos na prefeitura gerou um golpe que provocou desfalque em mais de R$ 20 mil na folha de pagamento com a absurda inclusão de uma conta previdenciária fantasma dentro da folha. O caso está sendo apurado pela polícia, mas será muito difícil localizar quem de dentro da máquina pública ajudou na fraude. O sistema informatizado poderá ajudar a bloquear essas ações.