Mecânica, ótica, elétrica, sons, luz e equilíbrio são temas abordados pela exposição Por quê? Pra quê?, que começou ontem no Sesc Bauru e vai até o dia 28 de novembro. O evento é gratuito, aberto a toda comunidade e as escolas interessadas podem agendar as visitas monitoradas.
De acordo com Maria Augusta Araújo Damiati (Guta), que coordena a mostra com Luiz Carlos Scartezini, “a proposta do Sesc é fazer com que o público (a partir dos 7 anos) vivencie os conceitos da física de uma forma gostosa e interativa”.
O JC Criança convidou uma turminha para desvendar os segredos da exposição antes mesmo da abertura oficial ao público, acompanhados da Guta. Eles tiveram a oportunidade de conhecer cada etapa da mostra.
No Laboratório, várias engenhocas demonstram experimentos científicos interessantes. Ali, a turminha pôde conferir, por exemplo, o princípio do funcionamento do submarino. A miopia e a hipermetropia, problemas oculares que intereferem na visão de grande parte da população, ficam mais fáceis de compreender. Também é no Laboratório que a turminha teve contato com a energia elétrica produzida de formas diferentes e com a vibração. “Em um dos experimentos, a energia é produzida por meio do atrito das placas de metal”, comenta o técnico Gilson Waterkemper da Silva, que acompanha a montagem da mostra em todas as cidades.
A Beatriz Silva Batista, 10 anos, surpreendeu-se com um dos experimentos do Laboratório: “a bola de energia é muito legal, sai uns raios”. Farruan dos Santos da Motta, 14 anos, também gostou. “E eu achava que isso era truque de televisão”, acrescenta.
Sentido a energia
Ana Laura Biondo Horta Celso, 10 anos, foi a primeira a sentir a energia de perto. “É de arrepiar os cabelos”, ri. “Eu achei superlegal essa experiência!” A Janaina Carboni Bianconcini, que faz 11 anos no próximo dia 23 (parabéns, Janaina!), também gostou. “É da hora!!! Quero voltar outra vez, fiquei curiosa com aquele outro, o fortão.” O fortão traz os princípios da mecânica e mostra a transformação em energia. “A bola passa por todo o sistema”, explica Guta.
Uma brincadeira
A Ana Carolina Escarrião, 9 anos, foi a primeira a “provar” a gangorra solitária. “Dá trabalho e a gente brinca sozinha”. Nos miolos sonoros, toda a turma ficou falando - como matraca - para ouvir o som de sua voz. A engenhoca colorida chama a atenção. Outro experimento relacionado ao som é o orelhão a laser. “O aparelho representa a voz das crianças em forma de luz. É a representação visual do som”, explica Guta.
“E o que é a guela sonora?”, perguntam os visitantes mirins. “Ah! Esse equipamento gigante representa as cordas vocais e o diafragma. É como se a gente estivesse vendo dentro do nosso corpo. Tencionando as cordas, é possível perceber os sons graves e agudos”, acrescenta Guta.
Farruan dos Santos da Motta quis experimentar e gostou. Ele também surpreendeu-se com a simulação do olho humano, que faz parte da mostra.
Corrida maluca
Um dos equipamentos que mais chamou a atenção do grupo foi a corrida maluca. A Karoline Hagatha dos Reis, 10 anos, adorou. “Só não dá para ultrapassar!”
Todos puderam participar e descobrir as dificuldades e surpresas da engenhoca.
No final do percurso, o grupo concluiu, surpreso, que vai precisar voltar mais vezes para aproveitar com tempo cada momento da exposição.
Isso porque um dos objetivos do projeto foi alcançado: estimular o gosto da criançada pela invenção e pela investigação, destacando os aspectos importantes da ciência.
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Programação
Hoje
Apresentação do espetáculo Marte, a viagem - uma comédia no espaço, com o grupo do Núcleo de Teatro da Estação Ciência, às 11h
Intervenções do grupo Jovens Cientistas às 14h, 15h e 16h
Oficina de iniciação científica às 14h e 16h
Para os adultos
“O Professor Criativo”, com Eliana Marques Zanata, doutoranda da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
“Tecnologia: O Desafio do Educador”, com Dariel de Carvalho, mestrando da UFSCar
“Otimização da Sala de Informática”, com Charles Augusto Batagliotti, mestrando da Universidade Estadual Paulista de Bauru (Unesp)
• Serviço
Exposição Por quê? Pra quê? vai até 28 de novembro, no Sesc Bauru, que fica na avenida Aureliano Cardia, 6-71. O horário para visitantes é de terça a sexta, das 13h30 às 17h30, e aos sábados e domingos, das 10h30 às 17h30. Agendamento de escolas com visitas monitoradas pelo telefone (14) 3235-1793. A entrada é gratuita.