07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Sujeira eleitoral

A reta final da campanha eleitoral revela a sujeira que a população bauruense abomina por parte de anônimos, que não têm a coragem de assumir seus atos e, por isso, escrevem sem assinar panfletos com afirmações caluniosas contra vários candidatos. Foi o que se viu nos últimos dias. Papéis sem autoria, com afirmações feitas para confundir. Uma prática condenável, que não vai surtir o efeito esperado.

• "Pele vermelha"

Foi devido a uma história de um pele vermelha americano - que se recusou a entregar terras a cara-pálidas - que o prefeito Nilson Costa revelou que teria recebido uma “proposta indecente” para se manter no cargo na época em que a Câmara lhe cassou o mandato devido a denúncia de pagamento irregular de lotes de carnes. Segundo ele, a proposta envolveria a privatização do DAE.

• "Entidade maléfica"

Mas o vereador tucano Toninho Garmes não perdeu tempo e avisou que acionará a Justiça ou o MP para forçar Nilson a revelar quem é a “entidade maléfica” ou a pessoa que lhe teria feito a tal “proposta indecente”. O prefeito confirma o teor de seu discurso, mas avalia que o fez em tom de desabafo, durante a inauguração do Centro de Lazer do DAE.

• Dinheiro alheio

A Prefeitura de Bauru voltou a usar dinheiro que não é seu ao descontar de seus servidores valores de empréstimos feitos pelos funcionários junto ao BICBanco, mas que não foram repassados ao caixa da instituição bancária. Ontem, os vereadores receberam cópia de um ofício encaminhado pela direção do banco, que pede solução para o caso. O valor da dívida não foi revelado.

• Sem consenso

Como já era esperado, os vereadores não conseguiram chegar a um consenso sobre os valores dos subsídios dos agentes políticos para a legislatura de 2005 a 2008. Rachado, o plenário deve avaliar a questão somente após as eleições. O vereador Luiz Carlos Valle (PSB) sugere à Comissão de Economia e Finanças que cada candidato ao Executivo dê um parecer sobre o assunto.

• Relações estremecidas

A questão do subsídio rendeu discussões acaloradas ontem, na Câmara. Os tucanos Toninho Garmes e João Parreira têm posições diferentes, mas próximas. Toninho não abre mão da emenda de sua autoria que propõe a redução de todos os valores de subsídios. Já Parreira defende o consenso, mesmo que seja pela proposta de Garmes, o que jamais ocorrerá.

• Mais polêmica

Parreira teve uma tarde polêmica ontem. Subiu à tribuna e esbravejou porque seu projeto de lei que propõe o fechamento de bares às 23h não decola. Aproveitou a notícia do último assassinato na cidade, ocorrido na dependência de um bar, para reforçar a necessidade da aprovação de sua proposta. Fez referências duras aos frequentadores de botecos e desagradou a colegas.

• "Água benta"

O vereador Zito Garcia (PPS), autor do pedido de vista do processo, rebateu as críticas do tucano. “Rico que mora na zona sul não toma cerveja, aperitivo. Deve tomar água benta”, ironizou. Não é de agora que os dois se estranham devido ao projeto de lei, que aguarda respostas a perguntas feitas à Seplan.