O BICBanco não está recebendo desde junho passado as parcelas descontadas na folha de pagamento dos servidores públicos municipais que contraíram empréstimo na instituição financeira. Em ofício encaminhado à Câmara Municipal de Bauru, o superintendente de financiamentos do banco, Fernando Lima, expõe a situação e pede a interferência dos vereadores para solucionar o problema.
O vereador Toninho Garmes (PSDB) tornou público o ofício do superintendente ao usar a tribuna livre do Legislativo na sessão de anteontem. O documento diz que as parcelas devidas ao BICBanco relativas aos meses de junho, julho e agosto foram descontadas da folha de pagamento dos funcionários, mas os valores não chegaram aos cofres da instituição financeira.
A situação configura apropriação indébita e é passiva de representação no Poder Judiciário. Esta não é a primeira vez que a prefeitura não efetua repasse ao BICBanco. No início deste ano, um grupo de servidores se sentiu indignado porque receberam cobrança do banco de faturas que já haviam sido descontadas no seus salários.
Ontem, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Finanças está, há uma semana, providenciando documentos e recursos para efetuar o pagamento da dívida dos primeiros dois meses (junho e julho), que totalizam cerca de R$ 58 mil.
Mas a greve dos bancários teria impossibilitado o depósito. Com relação aos valores do débito de agosto, que somam cerca de R$ 30 mil, a promessa da administração é de que será quitado na primeira semana de outubro.