09 de julho de 2026
Geral

Assembléia hoje à tarde decide rumos da greve do Judiciário

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 1 min

A greve mais longa da história do Poder Judiciário paulista completa hoje 86 dias e uma assembléia estadual que será realizada às 14h, na Capital, irá decidir os próximos passos do movimento. Os servidores irão avaliar a proposta de reajuste salarial médio de 14,5% feita pelo Tribunal de Justiça (TJ).

Ontem à tarde, os funcionários do Fórum de Bauru se reuniram para decidir o indicativo que será encaminhado à assembléia. Segundo o servidor Peter Charles Gavaldão, que integra o comando de greve local, a falta de um índice de reajuste oficial dificultou as discussões.

Gavaldão alega que a categoria não recebeu, em Bauru, nenhum documento que confirmasse os 14,5% de reajuste e que informações extra-oficiais davam conta de um índice que variava entre 13% e 18%.

Diante disso, o indicativo de Bauru é para que a asembléia não vote a proprosta do TJ hoje. “Entendemos que deveria haver um período maior para analisar o impacto que o índice oferecido causará, para não se correr os riscos de se votar algo às pressas”, argumenta Gavaldão. Segundo ele, se o índice ficar próximo dos 13%, a tendência é que a greve continue.

No final da tarde de ontem, a assessoria de imprensa do TJ confirmou que o índice oferecido pelo órgão aos grevistas é mesmo de 14,5%. A proposta foi encaminhada anteontem à noite e leva em consideração a suplementação orçamentária de R$ 100 milhões autorizada pelo governo estadual. A reivindicação dos servidores é um reajuste de 26,39%.