09 de julho de 2026
Articulistas

Como escolher seu candidato


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Desde os tempos em que eu participava da Pastoral da Juventude, aprendi que a solução dos graves problemas de nossa sociedade passa pelos políticos. Qualquer outra solução não passa de paliativo. Assim sendo, devemos refletir bastante e participar. Antes, vamos observar alguns detalhes da lei. O leitor-eleitor sabe que por dois votos um partido ou coligação pode fazer dois vereadores ou não fazer nenhum? Pois é! Essa lei maluca que temos distribui as vagas segundo um coeficiente eleitoral.

Isso significa, por exemplo, em uma cidade cujo coeficiente seja 5 mil votos, uma coligação que receba 4.999 votos não elege nenhum vereador, já uma que faça 5.001 votos pode fazer dois, ou seja, 5 mil votos para o primeiro vereador e apenas um voto para o segundo vereador. Acho que um caso extremo desse jamais aconteceu no Brasil, mas é possível. É preciso corrigir essa distorção da Justiça. Ao menos para a próxima eleição.

Outro absurdo, que pode ser facilmente corrigido pela Justiça Eleitoral, é o voto de legenda. Observe e acompanhe esse tipo de voto. O leitor poderá observar que os candidatos ao cargo majoritário, no caso, prefeito, “puxa” votos de legenda, ou seja, o povão erra e o voto é contado para o partido do candidato a prefeito. Acho que quem quer votar em legenda deveria votar nos cinco números, talvez tudo zero no final.

Quanto aos candidatos, siga o óbvio, que sejam dedicados ao próximo e à comunidade mas também sejam inteligentes e honestos. Porém, não basta que sejam pessoas honestas. É preciso que tenham organização, que sejam viáveis. E que estejam sensibilizadas com os problemas sociais, que representem os interesses dos cristãos.

E que os candidatos ao executivo, como prefeito, tenham comprovadamente uma larga experiência administrativa. Chega de eleger qualquer pessoa que nunca tenha gerenciado algum empreendimento compatível. Se alguém almeja ser um “gerente” que conquiste por méritos e não enganando o desesperado do povo.

Quem acredita somente em caridade e fazer bem ao próximo vive uma ilusão sem limites. É preciso que os cristãos se organizem para resolver os problemas atuais de nossa sociedade. Não podemos mais excluir do nosso dicionário palavras como saúde, desemprego, segurança, educação, habitação, menor abandonado, transporte e corrupção.

O autor, Mário Eugênio Saturno, é tecnologista sênior da Divisão de Sistemas Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva