08 de julho de 2026
Politicando

Calmante


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No ano de 1956 eu era vereador em Penápolis-SP e participei de um fato curioso. Estávamos num bate-papo político na praça principal da cidade. O prefeito, sr. Joaquim Veiga de Araújo, estava presente nessa reunião.

Num determinado momento apareceu entre nós uma jovem querendo falar com o prefeito, puxando-o pelo braço até um banco do jardim. Poucos instantes após, o sr. Joaquim, apavorado, me chamou e pediu que os levasse urgente para a Santa Casa, pois a jovem estava desesperada e querendo suicidar-se. Para a internação seria necessário o pedido de um médico.

O prefeito telefonou, para a residência do dr. Ramalho Franco, sendo informado que naquele momento ele estava atendendo no hospital espírita. Seguimos rapidamente para o hospital à procura urgente de socorro.

Ao adentrarmos a sala, a moça avançou sobre o médico dr. Ramalho Franco, dando vários bofetões nele. O médico, apavorado, solicitou ajuda do sr. Romualdo Gaeti, diretor e provedor do hospital espírita para fazer uma benzedura na moça antes de consultá-la.

O sr. Romualdo pegou a moça pelos braços, conduzindo-a para uma das salas do hospital, e começou a gesticular com as mãos fazendo o benzimento nela. Passados alguns minutos, a moça veio até nós, sorrindo, acompanhada do diretor do hospital, bem calma, abraçou todos os presentes e agradecendo a ajuda do prefeito.

O dr. Ramalho Franco abriu o armário da sala e entregou a ela alguns comprimidos de calmante. Nunca mais soubemos notícias da atitude de suicídio daquela moça.

História contada por Dorival Nogueira - ex-vereador de Penápollis