10 de julho de 2026
Política

Obra em avenida retoma Bauru-Marília

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário de Estado dos Transportes, Dario Rays Lopes, anunciou ontem em Bauru a retomada da duplicação da Bauru-Marília pela Elias Miguel Maluf, avenida que liga a região oeste da cidade à rodovia. As obras de recape e pavimentação dos acostamentos da avenida começaram ontem mesmo e devem ser concluídas em cerca de 40 dias. A visita do secretário a Bauru foi acompanhada pelo deputado estadual Pedro Tobias (PSDB).

Os poucos mais de 3 quilômetros da avenida vão ser reforçados porque servirão de desvio após o início das obras de duplicação da Bauru-Marília no trecho entre o km 347 (trevo do núcleo habitaciobal Gasparini com a Rodovia Marechal Rondon) até o km 360 (ponte do rio Batalha), num total de 13 quilômetros.

Segundo o secretário, a duplicação do trecho - obra que será realizada pela empreiteira Camargo Corrêa - vai custar aos cofres do Estado R$ 68,9 milhões. O prazo de execução é de 18 meses. Portanto, em março de 2006 a duplicação deverá ser entregue pelo governador Geraldo Alckmin.

O trecho de 13 quilômetros da Bauru-Marília que ganhará uma nova pista corta bairros da zona oeste e noroeste, como o núcleo Fortunato Rocha Lima, Nova Esperança e Vila Dutra, densamente povoados. O registro de acidentes e atropelamentos com mortes e feridos graves nos últimos 20 meses é alarmante.

Segundo a Polícia Rodoviária, de janeiro de 2003 até agosto deste ano, foram computadas 19 mortes entre acidentes e atropelamentos. Catorze pessoas ficaram feridas gravemente e outras 76 tiveram ferimentos leves.

As obras de duplicação incluem a construção de uma nova pista, a recuperação da existente, recomposição dos dispositivos de drenagem na faixa de domínio e a implantação de viadutos e trevos que permitirão aos motoristas saírem da rodovia e acessar a cidade e vice-versa.

Na entrevista coletiva que concedeu à imprensa, Dario Rays Lopes afirmou que a rodovia Bauru-Marília não será pedagiada. Pelo menos até 2006. “Nós estamos raciocinando no investimento com recursos próprios. Até 2006, fim deste governo, não existe expectativa de pedagiar as rodovias que não são pedagiadas no Estado”, garante.