A última fase das obras do novo aeroporto de Bauru teve um deságio de 41% no valor estipulado como referência, de R$ 32 milhões. O secretário de Estado dos Transportes, Dario Rays Lopes, informou ontem em Bauru que a empresa Leão & Engenharia ofereceu o menor preço para a obra: R$ 19 milhões. Hoje vence o prazo para recursos. Se nenhuma empreiteira se manifestar, a obra será retomada na terça-feira.
Segundo o secretário, o cronograma prevê a entrega do novo aeroporto no primeiro semestre de 2006, sem especificar o mês. Nessa última fase serão construídos o pátio de manutenção de aeronaves, serviço contra incêndio, cercas, sinalização luminosa, pátio de estacionamento de veículos, reflorestamento compensatório, terminal de embarque e desembarque de passageiros e torre de controle.
No dia em que o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) anunciou a concorrência pública, 50 empresas retiraram o edital para avaliar as características da obra. Destas, 23 apresentaram propostas.
O certame licitatório foi dividido em duas fases. O primeiro constituiu-se da abertura do envelope número um, no qual as empreiteiras apresentaram a documentação de praxe, como Certidões Negativas de Débitos (CNDs) junto à Receita Federal, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), dentre outras exigências.
Das 23 empresas que formavam a lista da primeira fase, 20 passaram para a segunda, que constitui a entrega do envelope número dois com a proposta financeira da obra.
O novo aeroporto é construído através de uma parceria entre a União - que financia 70% dos investimentos - e o governo do Estado, que dá contrapartida de 30% nos valores.
Para iniciar as obras, a União já liberou R$ 3,6 milhões. O governo do Estado contribuiu com uma contrapartida um pouco acima dos 30% que lhe são de direito e depositou R$ 2,2 milhões.
O canteiro de obras do novo aeroporto é retomado após uma paralisação de dois anos, o que provocou a mobilização dos segmentos organizados da cidade e de municípios da região no sentido de cobrar os governos estadual e federal na liberação dos recursos.