26 de maio de 2026
Economia & Negócios

Caixas do BB no Centro ficam sem dinheiro

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Os caixas eletrônicos da agência do Banco do Brasil (BB) localizada na rua 1.º de Agosto ficaram sem dinheiro ontem. Segundo informações do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, em função das pressões que funcionários da instituição estariam sofrendo para retornar ao trabalho, ontem de manhã os grevistas intensificaram a “vigília” em frente à agência.

“Realmente, nossa manifestação foi mais acirrada hoje (ontem) na agência central do Banco do Brasil e alguns funcionários que fazem a reposição de dinheiro nos caixas eletrônicos não entraram para trabalhar. Mas tudo isso é em repúdio aos telefonemas que os funcionários estão recebendo. Nossa intenção nunca foi de prejudicar a população”, afirma Paulo Tonon, diretor do sindicato.

Luciana Maria dos Santos, que mora em Lençóis Paulista e estuda em Bauru, não conseguiu ontem à tarde sacar dinheiro na agência central para comprar sua passagem de ônibus. “Eu sempre utilizo essa agência porque é a mais acessível para mim. Agora, vou ter que procurar uma agência que tenha dinheiro nos caixas de volta para poder comprar minha passagem para Lençóis. Vou me atrasar”, reclama.

Ivete Aparecida Fontes de Assis estava nervosa por não ter conseguido fazer um depósito. “Não tem envelope para depósito nas máquinas (de auto-atendimento) e eu preciso cobrir minha conta. Em outro banco, eu já tive que pagar uma taxa por ter depositado tarde de mais, pois o cheque já tinha sido compensado.”

O gerente regional do BB, José Geraldo Trevisani, diz que a instituição está preparando um documento chamado interdito proibitório, que é um instrumento jurídico muito usado em casos de conflito pela terra, para reabrir as agências. É uma ação particular em que o proprietário, temendo ser ameaçado na posse de um bem, pede ao juiz que o proteja da violência iminente.

“Estamos pensando em utilizar este procedimento para dar o direito do retorno ao trabalho aos funcionários que quiserem, pois sabemos que muitos estão dispostos a voltar a trabalhar”, observa Trevisani. O interdito proibitório é o mesmo documento que permitiu, por decisão judicial, que as agências do Brasdesco permaneçam abertas em Bauru durante a greve.

Os bancários criticam a utilização deste procedimento por entenderem que os grevistas não invadem as agências bancárias nem ameaçam o patrimônio. Para hoje, está marcada uma audiência entre o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, e o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini.