Pederneiras - O capotamento de um caminhão-tanque provocou o vazamento de 40 mil litros de óleo diesel e a contaminação de um córrego no distrito de Guaianás, em Pederneiras (26 quilômetros a leste de Bauru). O acidente aconteceu anteontem, por volta das 23h, no quilômetro 216 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225).
O caminhão, placa JZP 6748, de Tangará da Serra (MT), puxava duas carretas-tanques de Campo Novo de Parecis (MT), quando, por motivos ainda a serem apurados, atravessou o canteiro central da rodovia e capotou na pista contrária.
O motorista do caminhão, José Cícero Pereira dos Anjos, 31 anos, que seguia no sentido Jaú-Bauru, sofreu apenas ferimentos leves. Ele informou que perdeu o controle do veículo ao tentar desviar de um andarilho que estaria na pista.
O trecho da pista onde ocorreu o acidente ficou interditado das 23h de anteontem até a tarde de ontem, segundo informou a Polícia Rodoviária. Durante esse tempo, o trânsito foi desviado para uma alça de acesso a um trevo de retorno no quilômetro 216.
Parte do óleo que vazou dos tanques até por volta das 4h correu pela canaleta central da rodovia e atingiu um córrego que passa por algumas propriedades rurais do distrito de Guaianás.
O gerente da Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) em Bauru, Rogério Chini, disse que a primeira providência foi estancar o vazamento do tanque. Depois, foi feita uma barreira com areia para evitar que o combustível continuasse atingindo o córrego, que é um afluente do Ribeirão Grande.
Segundo a Cetesb, o ribeirão nasce em Agudos e desagua no rio Tietê. Embora não seja utilizada para o abastecimento dos moradores da região, a água serve para matar a sede de animais e para abastecer um pesqueiro, entre outras finalidades.
Chini informou que os técnicos da Cetesb percorreram o trecho afetado pelo óleo para verificar a extensão do estrago e saber até que ponto contaminou o meio ambiente. Em princípio, o vazamento não teria provocado nenhum prejuízo à saúde dos moradores. No entanto, alguns animais, principalmente peixes, já apareceram mortos em razão da contaminação da água.
Os eventuais danos ao meio ambiente e os prejuízos financeiros causados aos moradores deverão ser cobertos pela empresa transportadora do óleo, segundo informou Chini.