08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mesmo não correspondendo...?


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Estamos próximos do dia 3/10/2004, quando serão eleitos o prefeito, o vice e os vereadores de nossa Bauru e de todos os municípios brasileiros. No meu entender, para quem é dotado de bom caráter, o ato do sufrágio não é tão simplório. A procuração que o eleitor, através do voto lhes outorga representa a sua segurança de que, na realidade, ele está procurando eleger candidatos idôneos, necessário é que haja uma fiscalização séria e recíproca entre os poderes, os quais, embora independentes entre si, não estão livres de abrigarem nas suas comunidades: corruptos, corruptores e bandidos.

Em se tendo a infelicidade da existência desses nocivos elementos, de índole tão má, recomenda-se substituí-los imediatamente, ao despontarem e, incontinenti, encaminhá-los à Justiça Comum, que os julgará e aplicará aos culposos, as penalidades legais.

Para alguns, às vezes, até super responsáveis, os de preguiça mental e os irresponsáveis, é fácil resolver esse dilema: jogam o voto no esgoto, a única ferramenta útil de defesa que lhes sobrou, e votam nulo; no menos ruim; no que rouba mas faz; assim as nulidades vão elegendo as nulidades e o município de Bauru e demais municípios brasileiros vão colecionando nos quadros de seus poderes, corruptos, corruptores, bandidos; e as prefeituras, o Brasil e o povo, cada vez mais, atolam-se no lamaçal da iniqüidade, sob o domínio dos iníquos, pronto! Tudo está resolvido!

Estaria tudo resolvido se os eleitores do nosso colégio eleitoral estivessem educados, politizados, para tão importante exercício. Daí, se pelo menos 51% deles votassem nas condições acima, os responsáveis - se é que os há -, seriam obrigados a mudar o espírito eleitoreiro do Brasil, para o sistema aqui exposto, isso se os obtusos não lhe derem um trato de quimera. Ao se proceder assim, não haverá o perigo de se instituírem CEIs e outros instrumentos legais, que se arrastam indefinidamente levando nada a nenhum lugar, e que tanto prejudicam Bauru e nossa pátria.

Também entendo que se preciso for, deve ser implantada, em nível nacional, operação de guerra, no que se refere aos gastos perdulários, para pelo menos impedir o inchaço das dívidas públicas de nossa Bauru e dos municípios brasileiros. O “simples” fato de os nossos representantes tentarem endividar, mais ainda, o nosso município e os demais, deverá ser o suficiente para declará-los de improbidade administrativa, afastando-os dos cargos e colocá-los à disposição da Justiça.

Só com providências desta natureza e até mais lúcidas, se aparecerem, é que Bauru e nossa pátria terão redentora alegria. Assim proponho, para se evitar que, depois de tomarem posse dos cargos eletivos, tivermos de suportar corruptos, corruptores e bandidos por mais quatro anos ou até o final do mandato. E que Deus abençoe iluminando candidatos e eleitores no momento sublime do sufrágio de 3/10/2004. É o que tenho a dizer. Muito obrigado. (Diorindo Lopes)