07 de julho de 2026
Bairros

Comércio


| Tempo de leitura: 1 min

A relação dos comerciantes

com as feiras livres,

quando ambos dividem

a mesma rua, é bastante

divergente. Em geral,

não há conflitos, apenas algumas

críticas.

Roberto Terra é dono de

um bar localizado na rua

Santa Paula, onde é realizada

a feira de sextas-feiras do

Jardim Redentor, e sente-se

incomodado com a sujeira

que fica em frente ao seu estabelecimento

após a retirada

dos feirantes. “À tarde, isso

aqui fica imundo”, diz.

Por outro lado, às sextasfeiras,

as vendas no bar aumentam

de 60% a 70%. “O

movimento aumenta porque

o pessoal que está na feira

acaba passando no bar”, avalia

Terra.

Em uma farmácia localizada

na rua Virgílio Malta,

na mesma quadra das feiras

semanais, ocorre algo

semelhante. “É ótimo o movimento.

Não temos nenhum

tipo de reclamação. É

muito bom porque as pessoas

vêm à feira e depois

passam na farmácia. São

pessoas que não têm o hábito

de sair de casa e aproveitam

para fazer tudo de uma

vez”, diz Alessandra Cristina

da Cruz, gerente do estabelecimento.

Já no estabelecimento

localizado ao lado da farmácia

- uma oficina de

conserto de eletrônicos -,

a situação é diferente. De

acordo com o dono da loja,

Hélio Cassela, o movimento

da feira atrapalha

seu negócio porque dificulta

o transporte de equipamentos

como monitores

e televisores até o local.

“O equipamento geralmente

vem via carro e o

carro não pode entrar na

feira. A pessoa deixa para

trazer os equipamentos depois

da feira. O pessoal reclama

muito porque pára

nas proximidades e tem de

carregar tudo até aqui”, justifica.

(TS)