09 de julho de 2026
Bairros

Associação estaria estudando a regulamentação

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Na opinião do presidente

da Associação dos Feirantes

de Bauru, Moisés Bastos, a regulamentação

das feiras livres

pode ser uma “faca de

dois gumes”.

Ele afirma que a categoria

precisa estudar com calma o

documento proposto pela Secretaria

Municipal de Agricultura

e Abastecimento porque

há pontos em que os feirantes

discordam da prefeitura.

Bastos preferiu, entretanto,

não citar quais são as críticas

da associação sobre o documento.

“Já fizemos uma

reunião, mas tem pontos delicados,

temos de ver com calma”,

expõe.

O presidente da associação

justifica que a regulamentação

tem de ser boa tanto para

a prefeitura quanto para os

feirantes. “A feira é regulamentada

por tradição e começou

antes das leis. Ela não está

sendo criada agora. É a regulamentação

que está sendo

criada”, argumenta.

Apesar das colocações,

Bastos afirma que os feirantes

são a favor da regulamentação

porque ela garantiria a

eles melhor estrutura de trabalho.

“Somos a favor, mas uma

transição política não é o momento

ideal. O momento de

agora é delicado e crítico”,

avalia.

Na opinião dele, a secretaria

tem dado bastante apoio à

categoria e a feira livre de

Bauru teria melhorado em alguns

aspectos. “O relacionamento

com os moradores está

melhor. Tem alguns que são

mais críticos e reclamam um

pouco mais, mas sempre é resolvido”,

garante.

“A gente tenta melhorar fazendo

palestras sobre a melhoria

da qualidade das frutas e

verduras e sobre a manipulação

dos produtos. Tentamos

melhorar o visual e o atendimento”,

acrescenta.

Embora haja avanços, há

também problemas. Um deles

é a falta de sanitários móveis

para os feirantes. Atualmente,

eles dependem de comerciantes

e moradores, que cedem

os banheiros de seus estabelecimentos

e casas.

Bastos reclama mas, por

outro lado, diz que os feirantes

já se acostumaram à situação.

“Talvez sanitários móveis

seriam a melhor alternativa.

Em algumas feiras há dificuldades

de conseguir banheiros

e, infelizmente, a gente

não tem acesso. Então a gente

tem de correr atrás de alguma

forma e isso dificulta”, conta.

Outra reclamação da associação

refere-se à segurança.

“Temos um grande problema

a respeito de policiamento. O

sonho da feira livre é voltar a

ter um policial destacado para

as feiras, como antigamente.

Pela quantidade de feirantes e

pelo fluxo de pessoas que andam

e compram nas feiras, seria

interessante”, enfatiza o

presidente da entidade.

Segundo a Polícia Militar

(PM), contudo, a quantidade

de ocorrências registradas nas

feiras de Bauru não é grande

Bastos não ignora o problema

da limpeza e admite que a

colaboração dos feirantes precisa

melhorar. “A gente tenta

fazer o melhor possível. Só

que tem um lixo gerado pela

feira como um todo, como papéis

que as pessoas jogam no

chão. E sempre tem alguns

que não querem limpar o que

não é deles. Sempre tem aqueles

que não colaboram”, lamenta

Bastos.