10 de julho de 2026
Geral

Construtora assume e faz entrega de prédio que estava parado há 10 anos

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Em 1994, o engenheiro Carlos Biela decidiu investir na aquisição de um apartamento que seria concluído em 24 meses pela Construtora Encol. Cinco anos depois, com a falência formal da empresa, ele e os demais proprietários foram obrigados a iniciar uma verdadeira batalha para conseguir finalizar a obra. A espera chegou ao fim ontem à noite, com a entrega do edifício Porto Real, pela Prata Construtora, que assumiu o término do edifício.

Biela afirma que começou a ficar preocupado com a possibilidade de sofrer prejuízos quando os meios de comunicação passaram a noticiar os problemas financeiros da Encol. “Não tivemos nenhuma informação oficial por parte da empresa. Quando ela faliu, foi terrível”, recorda.

Segundo ele, a possibilidade de que o prédio inacabado fosse incluído na massa falida da construtora provocou uma reunião entre todas as pessoas que haviam adquirido apartamentos da Encol em Bauru. “O mais importante era reaver judicialmente a posse do terreno e a parte já edificada”, diz.

O engenheiro calcula que foram precisos dois anos até que a pendência jurídica fosse resolvida em favor dos proprietários de apartamentos. Em seguida, as obras foram reiniciadas.

Revisão

O engenheiro José Valério Neto, da Prata Construtora, empresa responsável pelas duas últimas etapas do edifício, afirma que algumas alterações precisaram ser feitas no projeto original do prédio, que acabou ficando desatualizado. “Acrescentamos itens como pontos de Internet, que nem existia em 1994, e revimos níveis de piso, instalações de gás e elétricas”, declara.

Além do Porto Real, a Prata Construtora também finalizou outro prédio da Encol localizado ao lado do empreendimento entregue ontem e está cuidando das obras de outros três. Dois edifícios que pertenciam à empresa que faliu continuam, porém, abandonados.

No caso do Porto Real, uma comissão de proprietários foi montada para cuidar do andamento dos trabalhos. Biela é o tesoureiro do grupo, presidido por Carlos Alberto Juarez e que conta ainda com Roger Rocha e Fernando Jorge Salomão.