A garantia de um efeito mais duradouro faz dos métodos de arrancamento os mais procurados pelas mulheres quando o assunto é depilação. A maioria delas prefere suportar a dor, mas manter o corpo lisinho e livre dos indesejados pêlos por mais tempo.
É o que acontece com as ceras. São produtos de textura semelhante à do mel. Elas podem ser espalhadas diretamente sobre o corpo, em folhas de celofane ou pedaços de tecido. Em contato com a pele, as ceras grudam os pêlos de modo que, ao serem retiradas (puxadas), elas conseguem arrancar os fios pela raiz.
Como o procedimento arranca totalmente os pêlos, eles demoram entre 10 e 15 dias para crescer de novo e chegar à superfície da pele, o que oferece um intervalo maior até a próxima depilação.
As ceras podem ser usadas frias ou quentes. Quando aquecidas, elas promovem uma dilatação dos poros, que tende a facilitar a retirada dos fios e a reduzir a dor. Mas os dermatologistas alertam que a depilação com cera quente precisa ser feita por profissionais devidamente habilitados, pois a temperatura exagerada pode causar queimaduras.
Outro cuidado importante é procurar lugares onde a cera utilizada seja descartável. O arrancamento dos pêlos promove micro-sangramentos e o reaproveitamento de material pode facilitar a transmissão de doenças.
Outra opção de depilação por arrancamento dos pêlos são os aparelhos elétricos. Constituídos por várias pinças paralelas, esses equipamentos prendem e puxam os fios, que também saem pela raiz. Da mesma forma como ocorre com as ceras, os fios demoram aproximadamente 15 dias para reaparecer na superfície da pele.
Os aparelhos têm a vantagem de não deixar resíduos sobre a pele, sendo um procedimento mais “limpo”. No entanto, por promover um arrancamento mais lento dos pêlos (atingem menor extensão que as ceras em cada “puxada”), eles podem causar maior desconforto e dor.
Para pessoas que vão depilar pequenas regiões e têm pouca quantidade de pêlos, outra opção de arrancamento é a pinça comum. Ao permitir a retirada dos fios pela raiz um a um, ela também garante um efeito duradouro, com a vantagem de agredir muito menos a pele ao redor do fio.
Pêlo encravado
O problema desses métodos de arrancamento é que todos eles facilitam o encravamento dos pêlos. O dermatologista Wagner Cardoso explica que ao puxar o fio pela raiz, essas técnicas traumatizam o bulbo capilar. O novo pêlo nascerá mais fino e fraco, podendo encontrar dificuldades para chegar à superfície.
“Principalmente porque as pessoas puxam o fio no sentido contrário ao do seu crescimento. Quem tem fios homogênos, que crescem retinhos, tudo bem. Mas se os fios crescem na diagonal ou passam por um caminho sinuoso (até romper a pele), é enorme a propensão, a pessoa vai ter pêlo encravado. O ideal é depilar no sentido de crescimento”, orienta.
“Quando você arranca o fio inteiro, o organismo produz uma pele bem fina para fechar a proteger o poro que ficou aberto. Aquele pêlo que vai afinar pela depilação não consegue romper essa película. Ele encrava e inflama”, acrescenta a médica Nilma Vidotto de Souza.
Corrigir a forma de puxar os fios pode ser uma solução. Mas para pessoas cujos pêlos encravam com muita facilidade, os médicos recomendam uma consulta ao especialista, pois a medicina dispõe de alguns procedimentos que podem minimizar o problema.