Duas horas da tarde de uma 2º feira de um sol escaldante, dois meninos de mais ou menos 10 ou 12 anos, um gordinho e um magro assustado, tentavam dar fim a um pobre animalzinho.
Haviam colocado-o dentro de um filtro (desses de caminhão) e estavam atrás de uma pedra, um paralelepípedo, para poderem jogar sobre o mesmo.
O pobrezinho era muito magro, aquele olhar assustado, nem conseguia miar, em função do calor e das condições em que se encontrava.
Naquele momento, meu marido passava por ali e, vendo a inusitada situação, abordou os menores que lhe disseram que a mãe de um deles havia mandado que “dessem um fim” no animalzinho.
Era um gatinho siamês, de poucos dias de vida, muito debilitado fisicamente.
Por sorte do destino, o Teodorico (nome em homenagem ao ator Mateus Nastergaile, uma vez que tais fatos ocorreram quando passava a minissérie “Os Maias”) veio morar em casa. Ficou forte, bonito, pêlo viçoso, foi castrado, vacinado, e sempre como quem tivesse algo a agradecer, teve um comportamento exemplar, de característica amorosa e muito calma, tornou-se uma figura especial dentre os demais “coleguinhas”.
Entretanto, mais uma vez, por força do destino, também numa 2º feira, foi roubado e levado para não se sabe onde.
São pessoas desse tipo que não fazem efetivamente a homenagem à raça humana. Teodorico se foi e em seu lugar ficou uma enorme tristeza, pois para onde foi levado dificilmente conseguirá retornar e acabará inevitavelmente morrendo por fome, tristeza ou mesmo atropelado. (Fátima Schroeder - bióloga - ONG Naturae Vitae)