• Protelação
Faltou coragem à Comissão de Economia e Finanças da Câmara Municipal de Bauru para encaminhar a tempo de ser votado antes da eleição o projeto de lei que estabelece os salários do prefeito, vice, secretários e vereadores para a legislatura de 2005 a 2008. Protelar para se livrar de ter que explicar a decisão era tudo o que a cidade não desejava.
• Causa própria
Teria ficado menos ruim se os componentes da comissão tivessem proposto até mesmo um reajuste nos vencimentos. Se ele fosse explicável, qual o mal? Será que empurrar com a barriga um assunto como este blinda alguém para a eleição do próximo domingo? Decidir o assunto após a eleição será inevitavelmente considerado legislação em causa própria. A não ser que reduzam os vencimentos. Alguém acredita nisso?
• Cidadão de Bauru
O advogado Paulo Roberto Lauris vai se tornar, em breve, Cidadão Bauruense. O projeto de lei que concede o título, de autoria de Lelo Rodrigues (PTB), foi aprovado pela Câmara Municipal neste mês. A concessão de honrarias muitas vezes é permeada por conveniências e agrados, mas a escolha de Lauris é um exemplo de como a honraria pode ser concedida, de fato, por merecimento.
• Pelo "bom Direito"
Paulo Lauris foi consultor jurídico da Câmara Municipal em um dos períodos mais negros da história da crise político-administrativa local. Pela atuação na função, Lauris marca como advogado seu nome na história política local por sua reconhecida competência, serenidade e compromisso com a ética e a prática do “bom Direito”.
• Desaprovação
A candidata a vice-prefeita na chapa de Luiz Carlos Valle (PSB), Chiara Ranieri (PFL), disse ontem, em entrevista à rádio Auri Verde, que não aprovou a estratégia do candidato durante a propaganda eleitoral de utilizar o discurso religioso para tentar conquistar votos. Chiara disse que não foi consultada a respeito e que não concorda com misturar religião e política.
• Haverá jogo sujo?
A poucos dias da realização do primeiro turno, continuam circulando informações de que pelo menos um segmento político local pretende se valer de métodos sorrateiros para tentar derrubar adversários. De um lado, a polícia está de olho na distribuição de panfletos apócrifos, cujo objetivo é o de macular a imagem de forma covarde e antidemocrática.
• Prática condenável
Uma tentativa de pegadinha eleitoral foi identificada ontem. Um cidadão liga para um vereador e diz que precisa de sua ajuda para “quebrar o galho” com contas atrasadas do DAE. As indicações são de que as ligações estariam sendo monitoradas por um escritório político local. Quem atua com essas práticas corre o risco de ser denunciado, uma vez que já se sabe a procedência.
• Segunda vez
Um leitor ligou ontem para corrigir uma afirnmação feita pela candidata a prefeita pelo PCO, Maria Cristina Romão, de que seria a primeira vez que seu partido lança candidato à Prefeitura de Bauru. Ele lembra que o PCO já teve a candidatura de Cláudio Lago, em 1996, quando obteve 584 votos.