Um dos reflexos do crescimento econômico e social nos últimos tempos tem sido o aumento da competitividade e da concorrência tanto dentro como fora das empresas. Para se conquistar a ascensão profissional é necessário que a atuação seja no mínimo ótima. Nessa busca por fazer a diferença, descobriu-se que falar e escrever bem a Língua Portuguesa não se trata de uma obrigação, mas de um efetivo direito de cada um em capacitar-se com o objetivo de dominar a língua para expressar-se com clareza e correção.
Através da mídia, talvez com a excessiva preocupação em dar um tom mais pomposo aos discursos, constantemente emitem-se expressões que por serem repetidas sobretudo, pela classe mais esclarecida (políticos, apresentadores de tv, economistas, jornalistas, professores, universitários) ganham uma espécie de respeitabilidade. Tais expressões, embora continuem sendo rejeitadas pelos gramáticos, são empregadas exaustivamente sem nenhum constrangimento. Um exemplo é o emprego da expressão “a nível de” cuja locução é tida como errada, pois o emprego correto é a preposição em em vez de a. . Trata-se de um modismo que deve ser evitado o quanto possível em especial na linguagem formal. Um outro hábito, tido também como modismo, é o de usar o gerúndio sempre que se fala do futuro: “Eu vou estar respondendo a sua pergunta”; Vou estar encaminhando a reclamação”. Esses modismos acabam sendo estigmatizados.
Corrigir sem ridicularizar os que falam assim, pode ser uma atitude positiva, principalmente recomendada no caso de filhos, alunos, pessoas queridas ou subordinados que precisam comunicar-se corretamente. O estudo, a dedicação para se obter o domínio da norma culta do idioma deveria ser uma paixão assim como o futebol, a televisão, a música ou outros tantos conhecimentos técnicos. A prática da leitura tem sido condição essencial para melhorar a linguagem oral e escrita, pois ela interioriza as regras gramaticais básicas e oferece aprendizagem com eficácia na organização do pensamento.
Enfim, aos desejosos em aprimorar sua capacidade no uso adequado da língua e se tornarem hábeis nas interações com o mundo, seja lendo, seja produzindo textos orais e escritos, passem a valorizar o idioma, cultivando o hábito da leitura e dedicando-se mais para ganhar familiaridade com sua língua-materna.
A autora, Wilma Maria Sanches, é professora de Línguas Portuguesa e Francesa