A ampliação da capacidade de produção de água em Bauru irá depender da entrada de novos recursos no caixa do Departamento de Água e Esgoto (DAE). A autarquia está concluindo a implantação de dois poços profundos na cidade e, depois disso, não tem planos para aumentar, a curto prazo, sua capacidade de abastecimento.
Há cerca de seis anos, o DAE começou a estudar a possibilidade de utilizar o córrego da Água Parada, que corta a região do aeroporto internacional, como fonte de captação do produto. Desde então, análises periódicas da qualidade da água vêm sendo realizadas no local.
Segundo a assessora de imprensa do DAE, Sandra Faria, os resultados das amostras coletadas têm sido satisfatórios, mas não há verba suficiente para incorporar o Água Parada à rede de abastecimento do município. “Seria necessário construir uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) e uma nova captação, sem contar as tubulações”, destaca.
A água captada no rio Batalha abastece 42% de Bauru. Uma projeção do Instituto Vidágua aponta, porém, que nos próximos quatro anos a capacidade de fornecimento do produto pelo manancial estará esgotada. Nesse caso, o córrego da Água Parada poderia servir como alternativa.
Em 2000, o DAE também encomendou um estudo particular para verificar a possibilidade de instalação de poços profundos em Bauru. A empresa Waterloo Brasil Ltda. analisou o aqüífero Guarani e chegou à conclusão que a cidade comportaria, na época, mais sete poços.
A partir de então, a autarquia construiu o poço Nova Esperança 3 e recuperou o Santa Terezinha. Até o final do ano, pretende concluir a implantação do Vargem Limpa e a reforma da unidade instalada no Núcleo Bauru 16. A construção de outros três poços, porém, não tem cronograma previsto. “Cada um deles custaria R$ 500 mil”, argumenta Faria.
De acordo com ela, também é preciso levar em consideração que o DAE não pode pensar apenas em investir no aumento da produção de água. “Temos outras questões que são fundamentais, como o tratamento de esgoto e a manutenção e ampliação da rede”, diz.
Capacidade
Atualmente, o rio Batalha e os 28 poços profundos existentes em Bauru produzem, em média, 1,2 bilhão de litros de água por mês. Nas últimas semanas, com a falta de chuvas e o forte calor, muitos bairros têm sofrido com a ausência do produto durante alguns períodos do dia.
Para o DAE, a falta d’água que atinge alguns bairros está relacionada ao desperdício do produto, mesma análise que é feita pelo Conselho Municipal de Água e Esgoto.
O presidente do órgão, Aguinaldo Anastácio da Silva, afirma que o conselho está organizando uma campanha para tratar do assunto. “Estamos elaborando uma cartilha para ser distribuída nas escolas, porque achamos que o melhor meio de evitar o desperdício é através das crianças, que cobram os adultos. A população precisa estar consciente sobre a imprudência que é lavar carros e calçadas nesta época do ano”, declara.