10 de julho de 2026
Geral

Critérios favoreceram bolsão no Bauru 16

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A erosão do Bauru 16 foi eleita pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) a sucessora do bolsão de entulhos do Pousada da Esperança por várias razões: a área é aberta, as casas não são próximas, não há lençol freático subterrâneo, a erosão exige medidas de contenção, os proprietários do terreno deram anuência e o local foi estudado por dois anos.

Para assumir sua nova função, o local demandou a construção de uma curva de nível para evitar o aumento do processo erosivo, a construção de barreiras para impedir que o entulho seja arrastado até o Córrego da Grama e a reconstrução do cordão de isolamento de águas pluviais.

Mesmo assim, informa o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, Carlos Barbieri, a vida útil do bolsão não deve passar de um ano. A do Pousada completou quase dez. A previsão dele leva em conta uma destinação média de 500 metros cúbicos de entulho por dia, quando no outro bolsão eram depositados uma média de 600 metros cúbicos por mês.

“Se levarmos em conta a média (depositada) na Pousada, a vida útil do bolsão do Bauru 16 deve ser maior. Estamos conversando e fazendo um trabalho de conscientização com os caçambeiros. Esperamos que o resto (de entulho) não fique espalhado por aí”, justifica. A destinação do material é comemorado por Pedro Augusto Cerqueira, que há dois meses já trabalha no local onde novo bolsão será instalado.

“Com o desemprego, foi a forma que encontrei para sobreviver. Agora tenho emprego garantido por um ano”, especula. Ele ainda não havia sido informado de que precisará passar por um cadastro para prestar serviços no local.

A disciplina de trabalho no bolsão será supervisionada pela Semma que, junto com várias outras entidades, participa de um grupo de estudo para analisar outras alternativas para o depósito de entulho. “Estamos estudando e licenciando novas áreas”, diz.

No entanto, tanto ele quanto o geólogo, consultor ambiental e professor aposentado da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Nariaqui Cavaguti, apontam uma solução ideal: uma campanha de conscientização nas fontes geradoras de entulho (construtoras, empreiteiras) para incentivar o reaproveitamento do material dispensado.

Sob esse prisma, ainda defendem que o entulho restante seja enviado a uma usina de reciclagem. Só o que sobrasse desse processo é que iria para o bolsão.