• Dois predicados
A campanha eleitoral chega a seu final neste primeiro turno sob o signo da tranqüilidade e da maturidade. O primeiro predicado é observado na edição de hoje (página 5) pelo juiz eleitoral João Augusto Garcia, que agiu com firmeza nas situações que requereram sua intervenção. O segundo adjetivo desta corrida às urnas está registrado no editorial do Guia das Eleições, encartado nesta edição do JC.
• Eleição diferenciada
Se houver segundo turno, é bem provável que o alto nível seja mantido. Afinal, seriam apenas dois candidatos e toda uma coletividade de olhos bem abertos sobre o desempenho de cada um. Como registramos no caderno especial, a eleição, até aqui, teve uma característica diferente do que se viu em processos anteriores e também em comparação com o que se vê em outras cidades.
• Campanha fria?
Deu até a impressão a muita gente de que os meses de discussões que se seguiram com os oito candidatos foram frios e sem emoção. Muito porque o que se viu no passado - principalmente na eleição de 2000 - foi um festival de pancadaria, que culminou com várias situações anormais e nada naturais, inclusive o resultado, na opinião de muitos analistas.
• Sem direito ao erro
Desta vez, escaldado pelas seguidas crises políticas e com a responsabilidade de acertar na escolha, sob pena de comprometer o futuro da cidade, o eleitor tratou de exigir seriedade. Não houve uma manifestação coletiva neste sentido, mas em cada rua, em cada residência e em cada local de trabalho os candidatos sentiram que a hora não era para brincadeiras.
• Todos às urnas!
E seriedade não faltou, embora recheadas ainda com tentativas por parte de alguns vivaldinos de ludibriar os desatentos e os desinteressados pela política pública. Claro que não se poderia esperar uma disputa perfeita - dos sonhos - mesmo porque ninguém sabe ao certo o que é uma campanha certa na dinâmica da democracia. Mas houve avanços. E isso é o mais importante. Vença quem vencer, o futuro prefeito sabe que terá uma tarefa, antes de tudo, investida de muita responsabilidade. Às urnas, senhoras e senhores.
• Ligação da Adams
O Gabinete do prefeito Nilson Costa (sem partido) enviou um release no começo da noite de ontem informando que o chefe do Executivo recebeu um telefonema do presidente da Adams no Brasil, Marcos Grasso. A ligação teria servido para comunicar a Nilson que a multinacional pretende fazer de sua unidade em Bauru o centro produtivo do País.
• Vinda a Bauru
Devido ao adiantado da hora, faremos este registro hoje e na segunda-feira vamos checar todas as informações, tentar ouvir os empresários e ampliar o assunto para contextualizá-lo na realidade local. O informe da prefeitura diz que Marcos Grasso virá a Bauru, em data a ser marcada, para comunicar pessoalmente à cidade o investimento em sua unidade fabril.
• Aos navegantes
Muita gente terá de enfrentar filas hoje e amanhã para pegar o título eleitoral, notadamente quem mora após a Marechal Rondom, a partir do centro da cidade. Os cartórios acumulam cerca de 13 mil documentos.