Nem todos se sentem diretamente afetados pelo problema, mas é inegável que ele existe e, por acréscimo, assinalado por entraves seríssimos. Trata-se da guerra fiscal, em que um Estado manda o débito de seus incentivos tributários para outro pagar. São Paulo e alguns outros Estados estão se posicionando contra ele e decidiram combatê-lo com seus próprios meios. Ainda agora está o governo bandeirante anunciando que “como parte de sua ofensiva contra os benefícios fiscais considerados ilegais está colocando em execução um pacote tributário cognominado de “Primavera Fiscal”. Tal qual a bela primavera da natureza terá essa outra 13 medidas visando a aumentar a competitividade da indústria paulista ante empresas de Estados que praticam o precipitado conflito. E, em uma das medidas o Governo transfere parte dos impostos incidentes sobre a produção e a venda no atacado de sete setores diretamente para mais perto do varejo.
Sob qualquer análise conclui a opinião pública que se encontra inserida em uma verdadeira reforma tributária, mesmo que parcial, mas estando os mentores da economia bandeirante sugerindo aos de outros Estados uma outra, de maiores dimensões, tendo como objetivo eliminar totalmente a problemática, principalmente a localizada no velho contexto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, deixando de reconhecer os incentivos aprovados de forma ilegal, graças ao que tentará o Estado reduzir para 12% (mesmo valor da alíquota interestadual) o ICMS dos atacadistas e fabricantes de quaisquer produtos. Espera o setor poder sorver logo os benéficos frutos da hodierna primavera tributária, baseados nos quais ficarão os consumidores a salvo das balas perdidas da guerra fria que se encontra em pleno desenvolvimento. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado e jornalista responsável do JC. “O mundo é daqueles que se encontram nos seus caminhos e, à sua maneira, ensinam outras pessoas a se encontrarem também. Não queiras viver sozinho num mundo que te afastará de quem és e do destino que desconheces”.