Normalmente, a partir dos 7 anos, uma criança saudável já tem raciocínio lógico e consciência do perigo. No entanto, para deixá-la sozinha em casa, os pais precisavam avaliar o temperamento do filho. A recomendação parte da psicóloga Ana Cristina Pereira, para quem o ideal seria que a criança não vivesse uma rotina de solidão.
“Ficar sozinho não é saudável para ninguém, mas muita gente não tem opção. Não existe certo e errado. Cada caso precisa ser avaliado individualmente. É óbvio que antes do 7 anos é uma irresponsabilidade (deixar a criança sozinha). É assumir um risco”, alerta.
O comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar (PM), capitão Benedito Roberto Meira, pensa de maneira semelhante, mas é mais rigoroso. Na opinião dele, pelo menos até os 12 anos, a criança não deve ficar sozinha em casa. “Qualquer coisa que aconteça, a responsabilidade é dos pais. A principal dica é não deixá-los sozinhos. Mas se não tiver jeito, tem que orientar bem”, diz.
Quanto a recomendações, o desafio é não aproveitá-las para reforçar o medo. Se for imposto às crianças, pode torná-las inseguras, diz Ana Cristina.
“É difícil a mãe que não transmita medo. Ela o reforça quando deveria estimular a autoconfiança. A orientação pode gerar um adulto inseguro ou um forte e confiante”, conclui.