08 de julho de 2026
Regional

Bebida alcoólica não combina com pesca

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Pescaria sem o isopor de bebida não é pescaria. É ou não é verdade? Uma latinha atrás da outra ou um gole depois do outro é uma rotina na vida de alguns amantes de uma boa pescaria à beira do rio. Essa mistura nem sempre dá um resultado positivo.

A pessoa alcoolizada perde os ‘freios’, que significa perder o medo. Se atreve a fazer coisas que em estado normal não faria. Mergulha em águas desconhecidas, tenta fazer travessias de lagos, lagoas, represas e rios. Usa embarcações sem ser habilitado. Avança em locais proibidos e coloca em risco a sua vida e a dos outros.

O primeiro alerta feito pelos bombeiros é quanto ao uso de coletes salva-vidas, equipamento extremamente importante para todos aqueles que usam embarcações, sejam elas de qualquer tipo ou tamanho. “Na maioria dos casos de acidentes com embarcações as pessoas morrem afogadas porque não estão usando coletes salva-vidas”, explica o tenente Adilson Reis, do Corpo de Bombeiros de Bauru.

De acordo com ele, é comum acidentes com embarcações de pescadores nas imediações das barragens. “Nas barragens há represamento de água e é onde há mais peixe. Embora aja uma proibição, com a distância demarcada, muitos pescadores invadem o espaço não permitido.”

Ao invadir a área não permitida, os pescadores e suas embarcações correm o risco de acidente pela movimentação da água. “Há uma movimentação de água e o risco da comporta se abrir. Em ambos os exemplos há risco de morte para o pescador.”

Na barragem de Ibitinga, segundo o tenente já houve casos de embarcações viradas. “O pescador perde o controle da embarcação, que vira. O ocupante cai e com o movimento da água é atirado contra a estrutura da barragem, sofrendo fraturas que o levam ao afogamento e morte.”

Nas margens dos rios, também é comum o tombo dos pescadores. “Alcoolizados, eles caem no rio e como não estão em seu estado normal têm reações lentas que se juntam a outros fatores, como a temperatura da água e a profundidade do local podendo causar a morte do acidentado.”

O pescador também arrisca a vida quando sai da embarcação, no meio do rio, para mergulhar. “Em muitos casos, eles não retornam a superfície.”

Embarcações superlotadas é outro item que não deve ser esquecido pelos pescadores. Cada embarcação tem sua capacidade e aceitar um número de pessoas além do permitido é não valorizar a vida, porque acidentes desse tipo são constantes em todo o Brasil.