08 de julho de 2026
Regional

Cautela é aliada para evitar um afogamento

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O período mais crítico para afogamentos, que exige atenção redobrada dos bombeiros, começa em setembro e vai até maio, quando as temperaturas alcançam níveis quase que insuportáveis. É nesse período que os acidentes envolvendo água, mais ocorrem.

O alerta serve também para quem tem piscina em casa. Nos acidentes em piscinas, as principais vítimas são as crianças que se entusiasmam com as brincadeiras. “O uso de bóias de braço para as crianças menores é um bom remédio preventivo”, diz o tenente Adilson dos Reis dos bombeiros. Ele acredita que com o uso constante desse equipamento, os pais e parentes se livram de sustos desnecessários.

O ideal é as piscinas de casas com crianças sejam cercadas por grade, porque qualquer descuido dos pais pode resultar em acidentes fatais. Mas, se as grades não estão nos planos, ou se necessitam de investimentos altos, uma boa capa pode amenizar a situação, embora o fabricante avise que ela serve apenas para segurar sujeira.

Para o tenente a melhor maneira de evitar acidentes deste tipo com crianças é usar o tempo todo o verbo ‘vigiar’. Ele deve ser julgado inclusive para as crianças que os pais acham que sabem nadar.

As brincadeiras de ‘caldinho’, aparentemente inofensivas, podem provocar problemas se a criança for pega de surpresa. A diversão consiste em um afundar o outro dentro da piscina, feita entre amigos, mas que não pode sofrer exageros.

Nas piscinas dos clubes, a presença dos salva-vidas, evita este tipo de acidente. Para os profissionais da natação, Reis alerta que o treinamento nunca deve ser feito sozinho. “O treinamento deve ser feito sempre em dois, porque se alguém passar mal, há outro para socorrê-lo, rapidamente. Em São Paulo houve registro de um nadador que morreu dentro da piscina quando treinava sozinho.”

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Saber nadar não significa saber salvar

Há uma diferença muito grande entre saber nadar e saber salvar alguém que está se afogando. O primeiro ponto a ser considerado é que o afogado está desesperado e não age de maneira normal. Por isso, para salvar uma pessoa em fase de afogamento é preciso usar técnicas de salvamento, caso contrário o resultado pode ser a morte dos dois.

O tenente Adilson Reis ressalta que a calma é o único procedimento indicado para a pessoa que está se afogando. “A situação é difícil, mas é imprescindível manter a calma.”

A técnica dos bombeiros usada nesses casos é manter o diálogo com a vítima, tentando acalmá-la, enquanto um deles se aproxima. “A aproximação não deve ser feita de frente para não possibilitar que a vítima se agarre ao pescoço daquele que está tentando salvá-la.”

A manobra utilizada pelos bombeiros é se aproximar da vítima e antes do contato físico, pegar a pessoa de costas, como numa gravata e ir levando-a para as margens do rio.

Para evitar maiores transtornos, o tenente ensina. “O ideal é jogar uma corda, um pedaço de madeira, uma bóia ou até um cipó, onde a pessoa se agarre e possa ser puxada.”

Na opinião dele, as pessoas que têm rancho ou embarcações deveriam ter esses apetrechos para uma hora de emergência.