10 de julho de 2026
Regional

Alta da temperatura faz crescer número de afogamento em rios

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Dar um mergulho em uma água fresquinha é uma das melhores soluções para se livrar do calor escaldante que já começa a castigar na primavera. A temporada das altas temperaturas começa em setembro e prossegue até maio, passando por duas estações do ano, primavera e verão.

Junto com as delícias de se refrescar na beira de um rio, lago, lagoa ou mesmo na piscina chegam as preocupações com os afogamentos, que neste ano já computam 35 mortes. Engana-se quem pensa que para morrer afogado é preciso muita água, correnteza etc. Para morrer afogado basta ter água. Há crianças que morrem afogadas em banheiras.

O processo de afogamento demora cerca de cinco minutos, tempo que pode variar dependendo da resistência de cada um. As principais vítimas desse tipo de acidente são as crianças e os adolescentes, seguido dos adultos.

Bebida alcóolica, alimentação farta, altas temperaturas e água não combinam. Quase sempre resulta em acidentes e, não raras vezes, morte por afogamento.

Para evitar que o passeio refrescante se torne um pesadelo, é importante que os pais coloquem bóias nas crianças e não permitam que adolescentes, ainda que saibam nadar, façam travessias arriscadas.

Para os pescadores, a recomendação é o uso do colete salva-vidas, que pode evitar a morte no caso da embarcação virar ou mesmo de um mergulho inesperado na água fria do rio.

Na região de Bauru há muitos rios, lagos, lagoas e represas onde a população se banha e onde as mortes acontecem, na maioria das vezes por negligência das vítimas ou de seus responsáveis.

____________________

Recorde

de mortes

No Interior do Estado são registradas mais mortes por afogamento do que nas cidades litorâneas. A explicação é simples: no litoral há serviço de prevenção e salvamento, enquanto que no Interior, não.

Outro detalhe a ser considerado é que o afogamento na água doce é mais rápido do que na água do mar, devido a ausência de sal e as reações fisiológica que provoca.

Na região, o rio Tietê é o campeão em mortes por afogamento.