08 de julho de 2026
Politicando

No grito!


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Maurílio Bianconcini, pai do atual secretário municipal de Planejamento de Bauru, Sílvio Bianconcini, foi vereador em Iacanga durante 24 anos. Naquela época, as cédulas contendo os nomes dos candidatos ficavam dispostas, lado a lado, em cima de uma mesa localizada dentro de uma cabine.

Para tentar garantir a individualidade do voto, o espaço era cercado por uma lona, que tinha como função impedir que outras pessoas vissem o que estava ocorrendo lá dentro. A medida também dava margem, porém, para que as cédulas com o nome de determinado candidato fossem retiradas por adversários políticos.

Sílvio conta que, certa vez, uma eleitora entrou na cabine e não encontrou nenhuma cédula com o nome de Maurílio. “Ela começou a gritar, lá de dentro, que queria votar no meu pai, mas não estava conseguindo”, relata o secretário.

A situação deixou os mesários desesperados, já que a eleitora havia declarado seu voto na cabine, o que é proibido. Como ela não parava de reclamar em voz alta, o presidente da mesa não pensou duas vezes e correu para lhe entregar a cédula contendo o nome de Maurílio. Foi assim, no grito, que a mulher pode enfim cumprir a sua obrigação eleitoral.

História contada por Sílvio Bianconcini