07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

TRICOLOR, O DESTAQUE

O Juventude venceu o Corinthians em pleno Pacaembu e segue na briga por vaga na Libertadores do próximo ano. O time da bela cidade da Serra Gaúcha está em quarto lugar. Já o Corinthians está na oitava posição ao lado do Goiás, longe da luta pelo título, da vaga na Libertadores e do rebaixamento para a Série B. Com boa marcação na defesa e muita eficiência no ataque, o Juventude dominou o Corinthians, principalmente no primeiro tempo. O Timão não conseguiu transpor a barreira defensiva do adversário e teve falhas no sistema defensivo. Isso tudo possibilitou vantagem ao time de Caxias. Em Campinas, no dia em que a técnica do Santos não apareceu, a garra foi fator determinante para a vitória do alvinegro praiano. Deivid marcou o gol solitário da partida que manteve o Peixe em segundo lugar e firme na briga pelo título. Com a derrota, o Bugre continua sem vencer o Santos desde 2000. Mas o destaque da rodada de sábado, do Campeonato Brasileiro, foi mesmo o São Paulo de Cicinho, que venceu o Palmeiras de virada.

HOSPITALIZADO

Em um choque de cabeça com o atacante palmeirense Osmar, no clássico de sábado, o são-paulino César Sampaio levou a pior. Sofreu um corte na cabeça, fraturou o nariz e ficou três minutos desacordado. César Sampaio passou a noite de sábado no hospital.

GUERRA DAS ESTRELAS

Irritado com a goleada sofrida diante do Botafogo, por 4 a 1, Edmundo deixou o gramado do Maracanã alfinetando a imprensa com indiretas e deixando uma dúvida no ar: estaria o Animal criticando Roger ou pedindo a volta de Romário? “O problema do Fluminense todos sabem qual” - disse o atacante à Rádio Tupi do Rio. A polêmica, porém, esbarra em dois paradoxos: no jogo de sábado, não foram poucas as vezes que Edmundo e Roger trocaram passes e se procuraram para tabelas que acabaram não se concretizando. Já em relação a Romário, o próprio Baixinho disse ser contra a escalação dos Bad Boys juntos no ataque. E ambos já cansaram de dizer que não aceitam jogar no meio-campo.

BOLA NOSSA

O quarto árbitro do clássico carioca de sábado, José Roberto de Souza, acabou, sem querer, participando da comemoração do terceiro gol do Botafogo. O atacante Ricardinho, autor do gol, com o banco de reservas. Souza tentou interrompê-lo, mas foi abraçado pelos alvinegros. Me lembrei logo de um clássico mineiro na década de 70. Quando um jogador do Cruzeiro foi cobrar o arremesso lateral, ouviu o grito do bandeirinha Joaquim Gonçalves, atleticano, com certeza: “Pare, a bola é nossa”. Ficou sendo conhecido como Joaquim Bola Nossa.

CATEGORIAS

Esqueci o Sub-17 (juvenil). Assim, o Noroeste participa pela primeira vez em sua história, de todas as categorias oficiais da FPF. As outras são profissional, júnior (Sub-20) e infantil (Sub-15). No Estadual, apenas o time Sub-17 não se classificou para a segunda fase.

BRAZUCAS

Além dos principais campeonatos da Europa, os jogadores brasileiros (vários são ídolos na Itália, Espanha, Inglaterra, França e Portugal) fazem grande sucesso no Leste do Velho Continente. Com um gol do meia Matuzalém, revelado pelo Vitória, o Shakhtar Donetsk derrotou o Obolon Kiev por 1 a 0, conquistando a nona vitória consecutiva e disparando na liderança do Campeonato Ucraniano. O baiano Matuzalém é o artilheiro do time e vice do campeonato da Ucrânia. Já o artilheiro do vice-líder Dínamo de Kiev é Cléber.

POTÊNCIA

Os brasileiros brilharam ontem nas pistas: Tony Kanaan conquistou por antecipação, no GP de Fontana (EUA), o título da IRL (Indy Racing League), enquanto Nelsinho Piquet sagrou-se campeão da Fórmula 3 Inglesa. O Brasil chegou ao décimo título dessa F-3. O filho do tricampeão mundial de Fórmula 1, Nélson Piquet, igualou o feito de seu pai, campeão da F-3 Inglesa em 1978. Aliás, façanha de outros brasileiros que chegaram depois à principal do automobilismo como Émerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Rubens Barrichello. Assim como no futebol e no vôlei, nosso automobilismo é uma grande potência do planeta.

MEMÓRIA

Campeonato Paulista de 1980: Palmeiras 0 x 1 Noroeste, no Estádio Palestra Itália, gol de Marcão. Árbitro: José de Assis Aragão. Público pagante: 5.425. Palmeiras: Gilmar; Rosemiro, Silva, Edson e Pedrinho; Pires, Mococa (Nei) e Jorginho; Lúcio (Carlos Alberto Borges), César e Baroninho. Técnico: Osvaldo Brandão. Noroeste: João Marcos; Galli, Tobias, Jorge Fernandes e Gilberto (Cesário); Gomes, Ednaldo (Valdir) e Lela; Jorge Maravilha, Marcão e Bugre. Técnico: Varlei de Carvalho.