09 de julho de 2026
Articulistas

Motivos separativos


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No momento em que cresce na sociedade o volume de divórcios, desquites e simples separações conjugais, pergunta-se como seria o casal ideal. Muitas são as exigências alvitradas para que se possa defini-lo exatamente, porque se tem em conta que para fazê-lo há que se considerar que marido e esposa sejam, fundamentalmente, tão perfeitos como possível na longa caminhada de seu matrimônio. Precisariam ser harmônicos em tudo, sem a menor sombra de dúvida. Não poderiam ser, por exemplo, como dois bailarinos que dançam amorosamente abraçados, mas não se ajustam, vivendo em descompasso...

Além disso, ambos teriam de conversar bastante, pois ao casal que não conversa entre si acaba faltando o complemento da graça pessoal, uma vez que, ao contrário do que muitos pensam, ele também faz parte da sexualidade. A isso se junta a coragem da dupla de se perdoar sinceramente, além de ambos se entregarem a uma fidelidade absoluta, para que tenham condições de passar para os filhos e amigos a correta imagem do casal humano que um dia Deus reuniu em seu santo altar. É lógico, então, que o casamento seja alicerçado em um amor pleno, integral, também perfeito, com base no qual seja no lar, na rua, no trabalho ou na sociedade um reserve para o outro o melhor lugar para que a harmonia esteja sempre presente em seus corações, de maneira que consiga obter todo o equilíbrio imprescindível ao seu relacionamento pessoal. E também é sumamente importante o comportamento de ambos em público, para exemplo dos que os contemplem de perto, servindo de espelho fiel para os que gostariam de ser tão felizes como eles são.

Considera-se tudo profundamente consentâneo para a formação do casal ideal, mas destaca-se como o mais fundamental a invocação que ele faz a Jesus para que renove sem cessar a fonte de água viva que jorra das bênçãos do sacramento do matrimônio. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado. “Digam sempre a verdade, não a querendo só para si. A verdade não tem dono e se a quisermos só para nós ela nos pregará uma peça”.